Israel comemora após Interpol suspender debate sobre adesão da Palestina

09 de novembro de 2016.

 

 

Israel celebrou nesta terça-feira a suspensão do processo de admissão da Palestina na Interpol, durante a Assembleia Geral que a entidade internacional realiza nesta semana na ilha de Bali, na Indonésia.

Em votação feita nesta terça-feira, a Assembleia Geral aprovou a solicitação de um assessor para estudar o processo atual de admissão de novos membros na agência internacional de polícia, da qual 190 países fazem parte.

"Enquanto o estudo é realizado, todas as solicitações atuais e futuras para ser membro, inclusive as da República do Kosovo, do Estado da Palestina e das Ilhas Salomão, foram suspensas", comunicou o órgão.

O Ministério das Relações Exteriores e a Polícia israelense se mostraram satisfeitos com a decisão.

"Os palestinos tentaram, mais uma vez, politizar uma organização profissional contra a posição de seu comitê gerenciador", criticaram os organismos em comunicado conjunto.

A nota destaca que 62 países votaram a favor da resolução que impediu a Palestina de entrar na Interpol, número considerado "conquista e triunfo da diplomacia israelense".

Para Israel, o pedido palestino "é parte da atual campanha de evitar um processo de negociações diretas e levar o conflito a corporações profissionais internacionais".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, atribuiu a seu governo a conquista diplomática e comemorou.

"Hoje é um bom dia. Nesta manhã impedimos os palestinos de se unirem à Interpol, o que constitui uma mudança na posição internacional de Israel", disse Netanyahu, segundo informou o portal "Times of Israel".

"A luta para que os órgãos internacionais reflitam nossos interesses e os de muitos outros países continuará também no Conselho de Segurança" da ONU, prometeu.

A Palestina, que em 2012 conseguiu ser admitida como "estado observador" na ONU, esperava fazer parte da Interpol como parte de sua estratégia de conseguir reconhecimento internacional perante a estagnação do processo de paz com Israel e a falta de perspectiva de um acordo entre ambas as partes.

Fonte: EFE

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