Guterres defende solução de dois Estados em conflito israelense e palestino

15 de fevereiro de 2017.

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu nesta quarta-feira a solução de dois Estados para resolver o conflito entre Israel e Palestina, ao concluir no Egito uma viagem por vários países do Oriente Médio.

"Entendemos que a única solução para a situação entre os palestinos e israelenses é a dos dois Estados. É preciso fazer todo o possível para realizar esta solução", disse Guterres em entrevista coletiva conjunta no palácio presidencial de Al Itahadiya com o ministro das Relações Exteriores egípcio, Sameh Shukri, depois de se reunir com o presidente do Egito, Abdul Fatah Al Sisi.

Fontes oficiais da Casa Branca afirmaram na terça-feira que os Estados Unidos "não insistirão na solução de dois Estados e apoiarão qualquer acordo entre as partes". Nesta quarta-feira haverá um encontro em Washington entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano, Donald Trump.

Guterres se reuniu nesta manhã com Al Sisi e disse durante o encontro que "a guerra contra o terrorismo continua", além de ter elogiado o papel "essencial e importante" do Egito para solucionar todos os problemas que existem na região.

"É preciso dar uma oportunidade para a paz no Iêmen e na Líbia, e os países da região devem criar as circunstâncias adequadas para alcançar esta paz", afirmou Guterres.

Com relação à Síria, o diplomata português declarou que as rodadas de negociações e os diálogos que conseguiram promover o cessar-fogo em 30 de dezembro do ano passado foram "um passo importante para a paz".

Shukri disse que o Egito "apoia completamente o processo de paz" e que pediu à oposição e ao governo sírio que sejam "flexíveis" nas negociações "para conseguir tirar a Síria deste conflito e expulsar as organizações terroristas".

Guterres termina nesta quarta-feira a primeira grande viagem pelo Oriente Médio, que começou na Turquia em 9 de fevereiro, passou por Arábia Saudita, Emirados Árabes, Omã, Catar e, por último Egito, onde abordou diferentes líderes os conflitos em Síria, Iêmen, Iraque e Líbia, entre outros assuntos. 

Fonte: EFE

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