Estados Unidos começam preparativos para mudança de embaixada em Israel para Jerusalém

23 de janeiro de 2017.

A Casa Branca afirmou neste domingo que está apenas nas primeiras etapas de discussão para cumprir a promessa do presidente Donald Trump de mudar a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, uma ação que deve causar revolta no mundo árabe.

"Estamos apenas nas etapas iniciais da discussão desse assunto", disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em comunicado. Fontes disseram que não há anúncio da nova embaixada por vir nos próximos dias e semanas.

A embaixada de Washington em Israel fica atualmente em Tel Aviv, assim como a maioria dos postos diplomáticos do mundo no país. Israel considera Jerusalém como sua eterna capital, mas os palestinos também dizem que a cidade é parte do futuro Estado palestino. Os dois lados citam motivos bíblicos, históricos e políticos para reivindicarem a cidade.

Trump, que prometeu a mudança de embaixada durante a campanha presidencial de 2016, estava programado para falar pelo telefone com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no que deve ser o primeiro contato entre eles desde que o empresário norte-americano assumiu o posto de presidente na sexta-feira.

Qualquer decisão que mude o status quo de Jerusalém deve ocasionar protestos mesmo nos aliados norte-americanos no Oriente Médio, como Arábia Saudita, Jordânia e Egito. Washington confia nesses países para ajudá-lo a combater o Estado Islâmico, que é uma prioridade para o novo presidente.

O Congresso dos EUA aprovou uma lei em 1995 estabelecendo Jerusalém como capital de Israel e dizendo que ela não deve ser partilhada com palestinos, mas presidentes republicanos e democratas mantiveram a embaixada dos EUA em Tel Aviv e apoiaram as negociações entre Israel e palestinos sobre Jerusalém.

No início de dezembro, o então presidente Barack Obama renovou a renúncia presidencial até o início de junho. Não está claro se Trump será capaz de legalmente anular essa renúncia e ir em frente com a mudança da embaixada.

Diplomatas norte-americanos dizem que, apesar da legislação dos EUA, a política externa de Washington deve ser alinhada com a das Nações Unidas e de outras grandes potências, que não vêem Jerusalém como capital de Israel e não reconhecem a anexação da Jerusalém oriental árabe após a guerra de 1967 no Oriente Médio.

Israel aprovou neste domingo permissões de construção para centenas de casas em três assentamentos de Jerusalém Oriental, na expectativa de que Trump vai recuar da crítica que o governo de Barack Obama fazia a tais projetos.

Fonte: Reuters

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