Crença no fim do mundo pesou na decisão de Trump sobre Jerusalém

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

07 de dezembro de 2017.

 

Pode parecer pouco usual em termos de decisão histórica de política internacional, mas o fim do mundo contou para a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

O presidente americano pagou uma promessa a seu eleitorado evangélico, que tem razões diversas para defender a existência de Israel, mas no centro de sua teologia está uma crença ligada aos dias finais da humanidade, segundo uma leitura bem literal do texto bíblico. Nada indica que Trump, presbiteriano, compartilhe das ideias, mas o financiamento e apoio desse segmento foi vital em sua campanha.

Para várias denominações evangélicas americanas, e também no Brasil em outros lugares, o Estado judeu precisa estar plenamente estabelecido para dar curso à volta de Jesus Cristo à Terra. A ideia da volta dos judeus, o povo eleito de Deus segundo o Velho Testamento, é central na crença de que o Messias retornará para protagonizar episódios narrados no livro do Apocalipse.

Entre eles está, de forma não pouco controversa para os judeus, a ideia de que eles serão convertidos à fé cristã quando os eventos do fim do mundo estiverem em marcha. Entre eles, a ascensão de um líder político, o Anticristo, que com o Falso Profeta irá semear a guerra e a discórdia no mundo.

A batalha decisiva entre as forças do bem e do mal, segundo a tradição, ocorrerá no lugar chamado Armagedon, uma corruptela da atual cidade de Megido, no norte israelense. Historiadores apontam a abundância de batalhas na região durante a antiguidade como o motivo da eleição do lugar, mas para esses fiéis a coisa é ao pé da letra.

Segundo a Bíblia, toda essa narrativa acaba com a destruição de boa parte do mundo, a destruição do Anticristo e do Falso Profeta e a prisão de Satã, o chefe deles, em um abismo. Mil anos de reino de Deus sobre a Terra ocorrerão, creem os fiéis, quando então o Diabo será solto novamente para uma derrota final —e o estabelecimento de uma nova cosmogonia na qual a Nova Jerusalém celeste pontifica.

Trump foi muito bem votado no chamado "Bible Belt", o famoso "cinturão da bíblia" de Estados do interior americano. Uma grande pesquisa de boca de urna realizada pelo National Election Pool em 2016 apontou que 80% dos evangélicos que foram às urnas votaram em Trump, mas os dados não são considerados precisos —outros analistas falam talvez em 45%.

As mais variadas denominações protestantes dominam o cenário religioso americano. O censo oficial do país não pergunta qual a fé de seus pesquisados, mas uma série de institutos coloca os evangélicos como força dominante do país —girando em torno de 50% daqueles que dizem crer em Deus.

Nem todos os aderentes da defesa cristã de Israel acreditam nessa leitura apocalíptica, contudo, baseando sua posição numa simples questão de reparação histórica ao "povo de Deus" original. De uma forma ou de outra, além de convicções políticas e conveniências eleitorais, a fé segue temperando o debate acerca da paz no Oriente Médio.

Fonte: Folha de São Paulo

Comentários

Carlos Nunes em 08/12/2017 em 08/12/2017 16:14:12
Os cristãos desse século tem sido agraciado tanto em graça como em sabedoria,pois Jesus tem revelado ao seu servo,o apostolo João as coisas futuras e tudo está encaminhando para lá,quem sabe Deus tem levantado Trump para da cumprimento ao seu plano,pois para cada época Deus tem os seus escolhidos.
PAULO FRANÇA em 08/12/2017 14:16:40
Está absolutamente correta a interpretação que se dá sobre a volta de Cristo. Os judeus irão reerguer o Templo de Salomão e terá que ser no exato lugar de antigamente. Tudo está caminhando para isso e os EUA, exercerão um papel fundamental nisso tudo, como o que se vê.
mark damon em 08/12/2017 10:42:59
Que a misericordia de DEUS esteja presente; e que ilumine sempre a decisão daqueles que detém o poder temporal; pois serão cobrados duplamente.
carlos Henrique em 08/12/2017 00:08:46
Como a narração da fonte de origem da Folha de São Paulo colocou a Palavra e profecias de Deus como se fossem estória da carochinha, ficção!
E vocês reproduzem essas Verdades no tom de deboche deles!!!
MEUS PARABÉNS! Cada um reproduz o que convém!

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