Chefe do exército diz que Israel seguirá atacando alvos na Síria

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

21 de março de 2017.

 

O chefe do exército de Israel, o general Gadi Eisenkot, afirmou nesta terça-feira que suas forças continuarão com seu trabalho de impedir que armas avançadas cheguem a mãos erradas, em aparente alusão a um recente ataque na Síria e às advertências de Moscou para que seu país acabe com essas intervenções. 

Em discurso público que ofereceu em uma conferência de segurança e estratégia na cidade de Netânia, Eisenkot lembrou que uma das missões do exército é "impedir o fortalecimento daqueles que não devem se fortalecer com armamento avançado". 

A política do exército israelense a respeito da guerra civil na Síria - segundo o general - continua sendo a de "não intervencionismo quando preservados os interesses" de Israel, segundo informou o jornal "Jerusalem Post". 

O alto comandante se referia aparentemente ao recente bombardeio na última sexta-feira de um comboio no norte da Síria com o argumento de que o mesmo transportava armas de arsenais sírios para a milícia do movimento xiita libanês Hezbollah, que derivou em uma troca de fogo sem precedentes em anos. 

Baterias antiaéreas sírias dispararam um míssil SA-5 contra um dos aviões israelenses que participou do ataque e, ao perder seu rastro, iniciou erraticamente um voo balístico com direção a uma cidade de Israel. 

O míssil foi derrubado por um foguete Arrow 2, segundo confirmou ontem o comandante do dispositivo de defesa antiaérea de Israel, Tzvika Jaimovich. 

Por causa do ataque, o embaixador israelense em Moscou, Gary Kore, foi advertido pelo Kremlin de que Israel deve acabar com estas intervenções militares e o presidente sírio, Bashar al Assad, assegurou ontem que suas forças responderiam às incursões aéreas israelenses, após pedir a Moscou que acabasse com elas. 

O Hezbollah informou no domingo que o exército sírio tinha derrubado um drone israelense nas Colinas de Golã, uma informação que o exército israelense não confirma, mas reconhece que perdeu o aparelho nessa região. 

Nos seis anos de guerra civil na Síria, Israel atacou alvos nesse país em algumas ocasiões, normalmente depois que algum projétil errático caiu em seu território ou quando considerou que o Hezbollah estava transferindo armas sofisticadas para seus arsenais no Líbano. 

Geralmente, o exército e o governo israelense não confirmam os ataques, com a exceção do registrado na sexta-feira. 

Eisenkot garantiu, no entanto, que o interesse de seu país é preservar a estabilidade na fronteira norte, como fez nos últimos seis anos. 

Fonte: EFE

Enviar comentário

voltar para Israel

fwR fsN tsY show center|left tsN fwR|show fwR center|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|b01 c05 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase|content-inner||