Campanha de Israel para anexar Cisjordânia ameaça 'perspectiva de paz'

18 de janeiro de 2017.

Os apelos de Israel para a anexação de toda ou parte da Cisjordânia ameaçam destruir a possibilidade de conquistar a paz na região, advertiu nesta terça-feira (17) o enviado especial da ONU para o Oriente Médio.

Alguns ministros israelenses pediram a anexação dos territórios da Cisjordânia, que iriam compor o futuro Estado palestino, e o próximo embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman, nomeado por Donald Trump, disse que apoia a proposta.

O enviado especial da Organização das Nações Unidas, Nickolay Mladenov, lançou uma advertência sobre o assunto ao Conselho de Segurança, que se reúne pela primeira vez desde a adoção, por votação, de uma resolução que pede a Israel o fim da colonização.

"Depois da votação, as emoções eram fortes", apontou. "Houve pedidos de anexar certas parte e, inclusive, toda a 'Zona C'", que envolve cerca de 60% da Cisjordânia e está sob o controle civil e militar israelense em virtude dos Acordos de Oslo de 1993.

"Posições tão categóricas colocam em risco a perspectiva de paz", assinalou.

Mladenov pediu a todas as partes que evitem as ações unilaterais que podem "condenar o avanço de uma solução negociada".

A resolução que condena a política de colonização israelense foi adotada pelo Conselho de Segurança graças à abstenção dos Estados Unidos, tradicional aliado de Israel, que nesta ocasião não opôs seu veto, como costumava ocorrer com as resoluções críticas sobre o Estado hebreu.

Os outros 14 membros do Conselho de Segurança votaram a favor.

Na Conferência de Paris, organizada no último domingo (15), 70 países afirmaram seu apoio a uma solução de dois Estados, palestino e israelense.

As duas partes mantêm posições muito distintas neste momento sobre o processo de paz, parado desde 2014. Mas a atenção está voltada agora para o próximo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O republicano já prometeu que irá transferir a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém.

Uma decisão nesse sentido seria uma troca de política histórica dos Estados Unidos e iria contra a posição da ONU sobre o estatuto de Jerusalém, também reivindicada para ser a capital do futuro Estado palestino.

Fonte: AFP

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