Autoridades ameaçam derrubar governo israelense se Estado palestino for aprovado

03 de junho de 2016.

Naftali Bennett, líder do partido HaBayit HaYehudi "Lar Judaico", um dos principais parceiros do Governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ameaça romper a coalizão se for aprovada a "solução de dois Estados", isto é, a formação de um Estado palestino.

"Se estamos falando de voltar para as fronteiras de 1967 e da divisão de Jerusalém, então não vamos simplesmente nos demitir do Governo, mas penso que derrubá-lo", ameaça Bennett, ex-ministro da Educação, famoso defensor dos assentamentos de colonos.

"Enquanto estivermos no Governo, não haverá Estado palestino nem se dividirá Jerusalém", advertiu o líder do "Lar Judaico" durante uma entrevista ao Canal 2 da televisão israelense.

Suas palavras foram a resposta às recentes declarações tanto de Israel como do ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, que apelaram a procurar uma solução para o conflito com a Palestina e deixaram aberta a porta para a "solução de dois Estados".

Mais cedo Lieberman disse que "a unidade nacional é mais importante do que nos agarrarmos a um território", em referência aos assentamentos de colonos.
"O Lar Judaico" conta com oito deputados no Parlamento e sua perda irá privar a coligação da maioria na câmara.

Nesta sexta-feira (3), começa em Paris a Conferência Internacional para a Paz no Oriente Médio, dedicada ao processo de paz na região. A revista francesa Slate já qualificou a realização da conferência como um "êxito", porque não se observa "nem processo nem paz" entre Israel e Palestina. Aliás, as duas partes interessadas não terão representantes na conferência.

Fonte: Spútnik.

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