Apoiadores israelenses de Trump fazem manifestação na Cidade Velha de Jerusalém

27 de outubro de 2016.

Em um terraço com vista para os muros da Cidade Velha de Jerusalém, cerca de 200 apoiadores americanos-israelenses de Donald Trump se reuniram para demonstrar seu apoio ao candidato presidencial republicano, convencidos de que ele será o melhor amigo de Israel se for eleito.

Usando bonés com o slogan de campanha "Torne a América Grande Novamente", o grupo pequeno, variando de sobreviventes do Holocausto na casa dos 80 anos de idade a adolescentes risonhos vestidos com camisetas de Trump, disse que não se importa com as alegações de assédio sexual contra o candidato nem com o antissemitismo que alguns de seus apoiadores demonstram na internet.

"Trump irá deixar que Israel seja ele mesmo e tome suas próprias decisões, é disso que eu gosto", disse David Weissman, de 35 anos, que é do bairro de Queens, em Nova York, e se mudou para o Estado judeu três anos atrás, no evento realizado no final da quarta-feira.

"Ele não é um santo, mas olhem suas conquistas. Ele não tem medo de identificar o inimigo como o islã radical, e não irá apoiar a solução de dois Estados", disse, referindo-se aos esforços já antigos para forjar a paz com os palestinos.

Trump vem dizendo que as mulheres que o acusaram de má conduta sexual fabricaram suas histórias para prejudicar sua campanha.

Outras pessoas presentes ao ato disseram gostar do fato de que o magnata está prometendo transferir a embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo esta última oficialmente como capital israelense, e que ele não repreenderia Israel por construir assentamentos em territórios ocupados.

"É muito importante que ele se torne presidente", disse Connie Gordner, de 82 anos, que trocou Jacksonville, na Flórida, por Israel 21 anos atrás. "Se (a candidata presidencial democrata) Hillary Clinton se tornar presidente, estamos mortos".

A manifestação foi organizada pelo grupo Republicans Overseas Israel, que estima haver 300 mil cidadãos norte-americanos vivendo em Israel ou em assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que os palestinos desejam para seu próprio Estado.

Mesmo que só um terço deste contingente vote à distância, os organizadores do ato acreditam que isso poderia ter um impacto em alguns Estados-pêndulos na eleição de 8 de novembro. Marc Zell, co-presidente do conselho do grupo sem fins lucrativos, crê que cerca de três quartos dos norte-americano-israelenses apoiam o Partido Republicano e seu candidato.

"Meu governo ficará lado a lado com o povo judeu e com os líderes de Israel para continuar a fortalecer as pontes que conectam não somente judeus norte-americanos e israelenses, mas também todos os norte-americanos e israelenses", afirmou Trump.

Fonte: Reuters

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