Angela Merkel vai a Jerusalém defender a criação de um estado palestinos

04 de outubro de 2018.

 

Talvez seja o início do estertor da chanceler alemã, a braços com um baixíssimo nível de popularidade na sua Alemanha, após o franquear das portas para a entrada de cerca de 1 milhão de "refugiados"...
 
De visita a Jerusalém, onde resolveu fazer uma "visita relâmpago" de 24 horas, a chanceler alemã veio hoje dizer que a Alemanha acredita que o estabelecimento de um estado palestiniano ao lado do estado judaico de Israel "seria a resposta certa."
 
Mas, para tentar tapar o sol com a peneira, veio logo acrescentar que a Alemanha tem um profundo compromisso com Israel...
 
VISITA AO MUSEU E MEMORIAL DO HOLOCAUSTO
 
De visita esta manhã ao local que traz à memória as atrocidades cometidas pelos nazis alemães contra o povo judeu, a chanceler alemã prometeu combater o anti-semitismo: "Estamos comprometidos com a memória e com a certeza de algo como isto nunca mais volte a acontecer. Lutaremos contra o anti-semitismo, a xenofobia e todo o tipo de descriminação. Temos um compromisso de garantir um futuro melhor."
 
SANÇÕES AO IRÃ
 
Merkel ouviu no entanto o "recado" por parte do presidente israelita Reuven Rivlin, quando da recepção oferecida por este à líder europeia: "Esta é a altura de nos juntarmos às sanções ao Irão, não de as contornarmos. O monstro iraniano deve ser deixado morrer à fome, não deve ser alimentado" - assinalou Rivlin, acrescentando: "Esta é a única condição para se manter a estabilidade na região. Pedimos à Alemanha que fique ao nosso lado na exigência da supervisão do programa nuclear iraniano, não permitindo evasivas do Irão aos seus compromissos."
 
Em resposta, Merkel afirmou: "Queremos impedir que o Irã consiga usar armas nucleares. A questão é de que maneira: devemos continuar com o acordo, ou antes edificar sobre as sanções? Estamos a trabalhar para o mesmo objecto: impedir o programa nuclear iraniano."
 
"UM EXEMPLO PARA O MUNDO"
 
Já no encontro com o primeiro-ministro israelita Netanyahu, a chanceler alemã ouviu palavras amistosas e elogiadoras da relação entre os dois países, "um exemplo para a região e para o mundo."
 
"Penso que os fortes laços entre Israel e a Alemanha podem providenciar um exemplo para Israel e para o mundo. Vencemos os horrores do passado - nunca os esqueceremos, e vocês nunca os esquecerão - mas convertemos o nosso relacionamento numa amizade calorosa e construtiva. Isso não significa que não tenhamos desacordos, mas há um compromisso base que eu respeito e aprecio" - disse Netanyahu.
 
Falando sobre a sua posição relativa à recentemente aprovada lei estado-nação judaica, Merkel afirmou que Israel tem todo o direito a se definir como um estado judaico, e que qualquer acordo de paz os palestinianos terão de o reconhecer também. A chanceler acrescentou no entanto ser importante que todos os direitos das minorias sejam respeitados e preservados.
 
Fonte: Shalom, Israel!

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