Abbas adverte na ONU que assentamentos de Israel "destroem" chances de paz

23 de setembro de 2016.

 

O líder palestino, Mahmoud Abbas, disparou nesta quinta-feira contra a contínua construção de assentamentos israelenses em território ocupado e pediu que nenhum dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU vete uma resolução sobre o tema que será apresentado em breve no organização.

"Me sinto obrigado a alertar de novo sobre o que o governo israelense está fazendo com sua política de assentamentos expansionista, que destruirá qualquer possibilidade e esperança que possam restar para uma solução de dois Estados com base nas fronteiras de 1967", disse Abbas em seu discurso perante a Assembleia Geral da ONU.

"Os assentamentos são ilegais em todos os aspectos e todas suas manifestações", ressaltou.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) afirmou que está consultando "países árabes e outras nações amigas" para apresentar em breve uma resolução sobre a atividade de assentamentos israelense no Conselho de Segurança, e que espera que "ninguém a vete".

Nos últimos meses aumentaram as críticas internacionais à política de assentamentos israelense, incluídas mensagens muito claras do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e reiteradas penas dos Estados Unidos.

A construção de assentamentos israelenses de uso civil no território palestino ocupado foi um dos principais empecilhos no fracassado processo de paz iniciado entre as partes há duas décadas, e cuja última tentativa negociadora fracassou há dois anos.

"Não aceitaremos que continue a situação atual", sentenciou Abbas, que falou perante a Assembleia Geral pouco antes da vez do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Peço que declarem 2017 como o ano internacional para acabar com a ocupação israelense de nossas terras e nosso povo, dado que em junho de 2017 se completará meio século desta aberrante ocupação israelense", indicou o líder palestino.

Abbas acusou Israel de "tentar evadir a conferência internacional de paz" que a França quer convocar, e disse acreditar que esse esforço possa sair adiante para servir de base para uma solução de dois Estados.

"Esperamos que todos os Estados do mundo apoiem a convocação desta conferência internacional de paz antes do término do ano. Se não houver conferência internacional de paz e nem negociações diretas, como pode haver paz?", perguntou.

Abbas também advertiu que "a continuação das agressões israelenses contra os lugares sagrados muçulmanos e cristãos é brincar com fogo", porque "ninguém sabe o que ocorrerá se continuarem essas agressões", um dos maiores focos de tensão entre as partes.

Abbas garantiu que os palestinos "reconhecem o Estado de Israel" e o "atroz crime contra a humanidade" que supôs o Holocausto, mas os israelenses devem reconhecer por sua vez "o Estado palestino". 

Fonte: EFE.

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