A verdade sobre os erradamente chamados "colonatos"

04 de fevereiro de 2017.

 

Podendo servir como motivo de conflitos, a verdade é que os aldeamentos - erradamente chamados de "colonatos" - não são um obstáculo real para a paz entre israelenses e palestinos.
 
Entre 1948 e 1967 não existiam quaisquer desses aldeamentos, mas mesmo assim a liderança palestiniana e o mundo árabe procurava a aniquilação de Israel.
 
Como resultado da retumbante vitória de Israel na Guerra dos Seis Dias em Junho de 1967, Israel "ganhou" a Judeia e Samaria, a Faixa de Gaza, os Montes Golã e Jerusalém oriental. Menos de uma semana depois do término da guerra, o governo de unidade israelense liderado pelo primeiro-ministro Levi Eskhol afirmou - e disse aos americanos - que Israel iria devolver a península do Sinai ao Egito e os Montes Golã à Síria como resultados da assinatura de acordos de paz com esses países.
 
Negociações separadas seriam então conduzidas relativas ao futuro da Faixa de Gaza, a chamada "Margem Ocidental" - Judeia e Samaria - e à questão dos refugiados. 
 
Enquanto que o Egito aceitou a oferta do Sinai em troca da assinatura de paz, a Síria rejeitou a oferta dos Montes Golã em troca da assinatura da paz. Quanto à "Margem Ocidental", as negociações falharam por completo.
 
Durante esse tempo, alguns israelitas foram-se estabelecendo em áreas à volta de Jerusalém para além das linhas do armistício de 1967. Estes assentamentos israelitas, conhecidos como "colonatos", ocupam apenas 2 por cento do total da terra da "Margem Ocidental." Ao longo dos anos, os EUA foram reconhecendo que Israel iria reter algumas dessas povoações numas futuras negociações para a paz.
 
Israel tem levantado e abandonado outros assentamentos, como é o caso da Faixa de Gaza. Israel evacuou todas as famílias israelitas que viviam em Gaza em 2005, num total de 8.000 pessoas. Contudo, em vez de fazer a paz com Israel, o Hamas - uma organização terrorista - apoderou-se da Faixa de Gaza e passou a disparar milhares de foguetes contra Israel nos anos subsequentes.
 
O governo de Israel não está criando novos aldeamentos, ou "colonatos." Durante anos, as únicas construções autorizadas pelo governo de Israel têm-se limitado às comunidades já existentes, de forma a acomodar o crescimento natural das famílias dos residentes. 
 
Existem de fato alguns locais com construções ilegais, os quais não se coadunam com as políticas de Israel. Alguns críticos acusam os governos de Israel de não serem mais duros com esses abusos, mas os sucessivos governos têm tentado resolver essas questões pacificamente e/ou através dos tribunais.
 
Muitos peritos legais questionam se os aldeamentos são de fato ilegais. Eugene W. Rostow, um dos autores da resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU - escrita depois da Guerra de 1967 para criar um enquadramento para as negociações de paz - afirmou: "O direito de assentamento judaico na Palestina a ocidente do rio Jordão, que é, Israel, na Margem Ocidental, Jerusalém e a Faixa de Gaza, é inatacável. Esse direito nunca terminou, nem pode ser terminado, exceto se houver uma paz reconhecida entre Israel e os seus vizinhos." Rostow acrescentou ainda que "O direito ao assentamento judaico na região é em tudo equivalente ao direito da população palestina existente a viver ali."
 
OS PALESTINIANOS ESTÃO A CONSTRUIR ILEGALMENTE À VOLTA DE JERUSALÉM
 
Todos os governos e organizações internacionais que criticam Israel por construir aquilo que muitos alegam serem construções legais estão silenciosos quanto à construção de novos aldeamentos palestinos em redor de Jerusalém. Segundo um artigo detalhado de Bassam Tawil, do "Instituto Gatestone", a construção questionável é primariamente na "Zona-C", a qual, segundo os "Acordos de Paz de Oslo", deveria ser território ocupado por Israel. Segundo Tawil, os palestinos calculam que nestes últimos anos, já terão construído cerca de 15.000 unidades habitacionais ilegais em áreas à volta de Jerusalém, como parte de um plano para rodear a cidade.
 
E não se trata de casas individuais, mas sim de enormes complexos de apartamentos sem os respectivos licenciamentos, nem construídos segundo os padrões legais, alguns até sem condições sanitárias. O artigo alega que muitos dos "contratantes" são ladrões de terras e bandidos que andam a construir sem autorização em terras privadas palestinianas ou em terrenos cujos donos vivem fora.
 
O GRANDE OBSTÁCULO PARA A PAZ É A LIDERANÇA PALESTINA
 
A recusa da liderança palestiniana em deixar o conflito, reconhecer Israel como o estado judaico e a renúncia ao "direito de retorno" para a maioria dos refugiados palestinos é o principal obstáculo para a paz. O assim-chamado "direito de retorno" iria permitir a milhões de descendentes de refugiados palestinos inundarem Israel. Nenhum líder israelita poderá jamais aceitar uma coisa dessas, uma vez que isso representaria o fim imediato do único estado judaico do mundo. A liderança palestina, no entanto, nunca diz ao seu povo para deixar de lado essa reivindicação para que se possa alcançar a paz.
 
Artigo escrito por Susan Michael, diretora da Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém nos EUA.
 
Fonte: Shalom, Israel!

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