A importância histórica e estratégica das Colinas de Golã para Israel

06 de abril de 2019.

Agora que o presidente norte-americano Donald Trump decidiu corajosamente reconhecer a soberania israelita sobre os bíblicos Montes Golã, atualmente "anexados" por Israel e disputados pela Síria, as atenções e as habituais e doentias condenações mundiais voltaram-se mais uma vez a sua atenção para esta "violação" do direito internacional. Mais do mesmo. Como se Israel já não estivesse habituado a essa hipocrisia da ONU e das nações que, fechando os olhos para as verdadeiras violações cometidas pela Rússia, Irã, Arábia Saudita, etc. etc., fazem constantemente de Israel o bode expiatório dos seus ódios e frustrações.

TERRITÓRIO BÍBLICO
 
Os Montes Golã sempre foram território bíblico pertencente ao povo de Israel. 
 
"Depois nos viramos e subimos o caminho de Basã (nos atuais Montes Golã); e Ogue, rei de Basã, nos saiu ao encontro, ele e todo o seu povo, à pela em Edrei. Então Senhor me disse (a Moisés): Não temas, porque a ele e a todo o seu povo e a sua terra dei na tua mão...Nesse tempo tomamos todas as suas cidades; nenhuma cidade houve que lhes não tomássemos: sessenta cidades, toda a região de Argobe, o reino de Ogue, em Basã...Assim, nesse tempo, tomamos a terra das mãos daqueles dois reis dos amorreus, que estavam dalém do Jordão: desde o rio de Arnom até ao Monte Hermon, todas as cidades do planalto (Golã), e todo o Gileade, e todo o Basã..." (Deuteronômio 3:1-10, ênfase minha).
 
Mais tarde, quando da divisão do território da Terra Prometida pelas 12 tribos de Israel, toda aquela região foi concedida à meia tribo de Manassés (Deuteronômio 3:13; Josué 13:29-31).
 
A antiga cidade de Golã foi também uma das cidades dos levitas escolhidas como "cidade de refúgio para os homicidas" - conf. Josué 21:27.
 
Sendo uma região estratégica, foi ao longo dos anos território de muitas batalhas, pelo que nem sempre Israel conseguiu dominar aquela região.
 
"As batalhas entre os arameus (da antiga Síria) e os israelitas eram dirigidas pelas mesmas considerações geopolíticas dos dias de hoje. Quem quer que controle as terras altas (Golã) tem uma vantagem estratégica" - afirmou o arqueólogo Moshe Kohavi, da Universidade de Tel Aviv.
 
Foi talvez por esse motivo que o grande rei David terá casado com Maaca, filha do rei de Gesur, que era o nome dado a Golã naquela altura - 2 Samuel 3:3. É que se poderá chamar de "casamento por conveniência política"...

Ao casar com a filha do rei da região dos Golã, cessariam as hostilidades naquela fronteira do território de Israel. 
 
Após o reinado de Salomão, e a divisão de Israel, foram vários os povos que batalharam e controlaram os Montes Golã: os arameus, a Assíria, a Babilônia, a Pérsia, a Grécia, Roma, os árabes muçulmanos, os turcos otomanos, e a França.
 
Os cristãos árabes estabeleceram o seu próprio reino a leste da Galiléia, como província romana, com capital em Golã entre o ano 250 d.C. até à conquista islâmica no ano 636 d.C.

 

OS MONTES GOLÃ QUE O MESSIAS JESUS CONHECEU

 
Nos dias do Messias Jesus (1º século d.C.) a região da Galiléia e os Montes Golã estavam sob o domínio do império romano, sendo governados pelos filhos do rei Herodes, Filipe, e mais tarde o rei Agripa. Tendo capturado esta região no ano 63 a.C., os romanos tornaram-na acessível tanto a judeus como a gentios.
 
Apesar de Jesus ter centralizado o Seu ministério em Cafarnaum, Ele atravessou muitas vezes o lago para "o outro lado", exatamente para os Montes Golã.
 
Foi exatamente na região dos Golã que Ele expulsou 2 mil demônios de um homem que vivia na "terra dos gadarenos", ou seja, Gádara, nos atuais Montes Golã. Foi também no ponto mais a Norte dos Montes Golã, a antiga Cesaréia Filipe, que o Messias Jesus foi confessado pelo apóstolo Pedro como "o Messias" (Marcos 8:29).
 
Foi também na região dos Golã que Jesus alimentou 5.000 homens com 5 pães e 2 peixes, e onde passou noites em oração (Mateus 14).
 
CUMPRIMENTO DE UMA PROFECIA COM 800 ANOS
 
Jesus não só visitou a região dos Golã por compaixão dos seus habitantes, que curou e abençoou, mas também para cumprir uma antiga profecia dos dias de Isaías, proferida num tempo em que a Síria dominava toda aquela região.
 
"...nos últimos (tempos) tornará glorioso o caminho do mar (Via Maris), além do Jordão, Galiléia dos gentios" (Isaías 9:1). Que Jesus cumpriu essa profecia durante o Seu ministério não há quaisquer dúvidas, uma vez que o evangelista Mateus confirma que o ministério do Messias Jesus por aquelas paragens era o cumprimento da profecia de Isaías: "...para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios!"(Mateus 4:14-15). "E a Sua fama correu por toda a Síria...e da Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e dalém do Jordão numerosas multidões O seguiam." (Mateus 4:24-25).
 
POSIÇÃO ESTRATÉGICA PARA OS CRUZADOS
 
No ano 1229 d.C. os cruzados construíram no sopé dos Montes Hermon o"castelo do grande penhasco". conhecido mais tarde como "fortaleza de Nimrode", de forma a protegerem o acesso vital a Damasco dos exércitos invasores.
 
OS MONTES GOLÃ E OS JUDEUS
 
Vários judeus e organizações judaicas compraram terras nos Golã e tentaram trabalhar nelas durante a viragem do século 19 para o 20, porém, os turcos otomanos, que controlavam os Golã desde 1517 tornaram a vida praticamente impossível para aqueles judeus, até que a França tomou o controle daquela região no ano de 1918.
 
Em 1946, a França entregou os Montes Golã à Síria, uma nação que tinha acabado de receber a sua independência da França.

Inimiga cruel de Israel, a Síria nunca foi boa vizinha do estado judaico, passando a bombardear sistematicamente as posições e aldeias judaicas junto ao lago da Galiléia a partir das suas posições nos Montes Golã. 
 
Ajudada pela Síria, a organização terrorista Fatah, comandada pela OLP do cruel terrorista Yasser Arafat foi-se instalando nos Montes Golã, de onde, e a partir dessa posição tão estratégica, foi atacando civis e militares israelitas.
 
ISRAEL CAPTURA OS MONTES GOLÃ EM 1967
 
Tendo sido atacado a Norte pela Síria durante a Guerra dos Seis Dias, em que várias nações árabes tentaram varrer Israel do mapa, Israel não só derrotou todos esses numerosos exércitos inimigos, como avançou em várias direções, conquistando os Montes Golã, chegando até perto de Damasco, no Norte, e conquistando toda a península do Sinai, esta última entregue ao Egito como parte do acordo de paz estabelecido com aquele país. 

Sendo um local de tanta importância estratégica, Israel recusou a entrega dos Montes Golã aos inimigos sírios, com quem aliás nunca foi feito nenhum acordo de paz, anexando-os oficialmente em 1981. 
 
Durante a Guerra do Yom Kippur, em Outubro de 1973, a Síria tentou reaver aquela região, avançando de surpresa pelo território adentro, tendo-se travado uma intensa batalha de tanques com Israel, que os judeus quase perderam, mas que conseguiram vencer após 3 semanas de intensas lutas, voltando a "empurrar" os sírios para as anteriores fronteiras.
 
UMA IMPROVÁVEL CEDÊNCIA
 
Entregar os estratégicos montes com 1.200 quilômetros quadrados ao inimigo sírio, como a comunidade internacional quer forçar Israel a fazer, seria convidar a Síria, o Hezbollah e o Irã a destruírem Israel por completo.
 
Só um louco pensaria numa coisa dessas...
 
Para além da Síria, outras 15 nações árabes e muçulmanas apelam à destruição do estado de Israel. Ceder os Montes Golã aos sírios seria abrir a porta aos inimigos para invadirem e aniquilarem o estado judaico. É isso que infelizmente a ONU não entende...
 
Atualmente vivem nos Montes Golã cerca de 40.000 pessoas, das quais cerca de metade são drusos, que convivem pacificamente com os judeus e são leais ao estado de Israel. 
 
A maior cidade é Katrin, com uma população de cerca de 7 mil judeus. Ao todo, existem nos Golã cerca de 32 cidades e explorações agrícolas judaicas.

As populações dos Golã vivem em relativa tranquilidade numa região fértil, próspera, bela e repleta de vida selvagem e abundância de água. É dos Golã que fluem muitos cursos de água que abastecem o Rio Jordão e suprem cerca de um terço das necessidades de água de todo o país.
 
Preservar os Golã é assim, não só uma questão de suprema necessidade para a segurança e o bem estar de Israel, mas é também manter em boas mãos a Terra que Deus prometeu a Abraão e à sua posteridade para sempre.

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