Washington quer que OTAN adira ao combate contra Estado Islâmico

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

04 de maio de 2016.

A diplomacia norte-americana pressiona oficiais da OTAN para que enviem ao Iraque e à Síria aeronaves equipadas com sistemas aerotransportados de detecção e controle (AWACS, na sigla em inglês) para garantir maior papel da aliança na campanha anti-Daesh, enquanto a ideia não tem apoio unânime dos membros do bloco, revela a mídia alemã.

Até o momento, a OTAN não se envolvia diretamente no combate contra o Daesh, mesmo que muitos de integrantes do bloco tenham participado de ataques aéreos comandado pelos EUA. A ideia de Washington visa mudar esta situação.

Os aviões AWACS podem “servir como centros de coordenação para operações de ataques aéreos” da coalizão liderada pelos Estados Unidos, explicam os jornalistas. Se a OTAN consentir, soldados da Luftwaffe, que constituem um terço de equipes de radares-voadores, participarão da campanha militar no estrangeiro.

De acordo com a revista alemã Spiegel Online, é uma segunda tentativa do outro lado do Atlântico de garantir participação direta da Aliança no combate contra jihadistas do Daesh. O assunto foi alegadamente referido por Presidente Barack Obama durante a visita do Secretário Geral da OTAN Jens Stoltenberg aos EUA.

Os diplomatas da Aliança confirmam ainda que “o assunto estava de novo sobre a mesa das negociações em Bruxelas”, informa jornal alemão. Está na agenda dos futuros encontros da OTAN no nível de ministros da defesa em Stuttgardt, na Alemanhã, assim como na cúpula do bloco em Varsóvia, capital polonesa em julho próximo, que contará com presença de Obama.

Na semana passada, o presidente estadunidense opinou que a Aliança tem que intensificar seus esforços anti-Daesh.

“Mesmo que os países europeus contribuam significativamente [no combate ao Daesh], a Europa, inclusive a OTAN, pode fazer ainda mais”, disse Obama durante a sua visita à Alemanha no abril passado, revelando ainda seus planos de ampliar significativamente a presença dos militares estadunidenses na Síria.

“Na Síria e no Iraque, precisamos de uma contribuição maior das nações na campanha aérea. Precisamos que um maior número de países contribua enviando instrutores para ajudar nas preparações de militares nacionais do Iraque. Precisamos de maior participação das nações na contribuição e assistência econômica ao Iraque, para que o país possa estabilizar a situação nos territórios liberados e quebrar esse ciclo de extremismo violente, e para que o ISIS [outro nome do Daesh] não volte mais”, disse Obama.

Aviões Boeing E-3 Sentry, conhecidos como AWACS, têm capacidades de vigilância, comando, controle e comunicações para qualquer condição climática e meteorológica. 16 aviões AWACS da Aliança são baseados na base aérea de Geilenkirchen na Alemanha.

Fonte: Sputnik.

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