Unicef afirma que quase 50 milhões de crianças estão deslocadas no mundo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

07 de setembro de 2016.

Relatório da agência da ONU diz que desse total, 28 milhões tiveram de fugir de suas casas por causa de conflitos e violência; Brasil está entre os 10 países com maior número de migrantes e emigrantes.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que quase 50 milhões de crianças estão deslocadas no mundo.

O relatório sobre"A Crescente Crise de Crianças Refugiadas e Migrantes", lançado nesta terça-feira, mostra que desse total, 28 milhões tiveram de fugir de suas casas por causa de conflitos e violência.

Dados Alarmantes

Os dados são alarmantes, por exemplo, uma em cada 200 crianças no mundo é refugiada. Na África, dos 5,4 milhões de refugiados, aproximadamente 3 milhões são crianças.

As Américas abrigam 6,3 milhões de menores refugiados, isso representa 21% do total global. A Ásia abriga 12 milhões e a Oceania 7 milhões. A Europa, por sua vez, abriga 5,4 milhões.

Ainda sobre a Europa, no ano passado 70% das crianças em busca de asilo no continente vieram da Síria, Iraque ou Afeganistão.

Brasil

O documento diz ainda que milhões de menores de idade foram obrigados a migrar para outros países em busca de um vida melhor e mais segura.

O Brasil consta do relatório do Unicef entre os 10 principais países com maior número de imigrantes e emigrantes e também está entre as 10 nações que abrigam o maior número de migrantes e refugiados com menos de 18 anos.

Segundo a agência da ONU, o maior fluxo de brasileiros nas Américas é para os Estados Unidos.

O relatório recomenta seis ações específicas para ajudar e proteger crianças migrantes e refugiadas.

Segundo o Unicef, os países devem proteger as crianças, principalmente as desacompanhadas, de exploração e violência. Eles devem também pôr um fim à detenção de menores que buscam refúgio implementando alternativas práticas.

Saúde e Educação

O documento diz que os governos devem manter as famílias unidas e fornecer acesso à saúde, à educação e a outros serviços básicos.

As autoridades devem também combater as causas dos movimentos de larga escala de migrantes e refugiados e promover à luta contra a xenofobia, discriminação e marginalidade.

O relatório afirma que, geralmente, as crianças que fogem de seus países por causa de conflitos e violência estão traumatizadas. Elas enfrentaram perigos durante a jornada, incluindo risco de afogamento durante travessia pelo mar, desnutrição e desidratação.

Sequestro e Tráfico Humano

Ainda na lista de perigos estão sequestro, tráfico humano, estupro e até mesmo morte. Quando chegam aos países de destino, essas crianças enfrentam discriminação e xenofobia.

O Unicef revelou que as crianças representam cerca de um terço da população global, mas metade de todos os refugiados no mundo. Em 2015, por exemplo, 45% das crianças refugiadas sob a proteção do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, vieram da Síria e do Afeganistão.

Além das 28 milhões de crianças que fugiram de suas casas por causa de conflitos, 17 milhões estão deslocadas dentro de seus próprios países e 1 milhão buscam asilo.

O relatório mostra que mais e mais crianças estão atravessando as fronteiras sozinhas. No ano passado, mais de 100 mil menores desacompanhados pediram asilo em 78 países, o triplo do registrado em 2014.

 

Pobreza

Esse grupo está entre os que correm maior risco de exploração e abuso. O documento cita ainda que cerca de 20 milhões de outras crianças migrantes deixaram suas casas por várias razões, entre elas, extrema pobreza.

Segundo dados do Unicef, a Turquia é o país que abriga o maior número de crianças refugiadas no mundo. Já em relação à população, o Líbano é o que registra a maior proporção: um em cada cinco libaneses é refugiado.

Os países com maior concentração de refugiados são: República Democrática do Congo, Etiópia e Paquistão.

A educação é um dos fatores que mais preocupa a agência da ONU. Uma criança refugiada tem cinco vezes mais chance de ficar fora da escola do que as outras.

O relatório diz que quando conseguem frequentar uma sala de aula, as crianças refugiadas correm grande risco de sofrer discriminação.

Fonte: Rádio ONU.

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