UE prorroga sanções econômicas contra Rússia por conflito na Ucrânia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de dezembro de 2018.

 

Chefes de Estado europeus acordaram nesta quinta-feira (13) prorrogar por seis meses as sanções econômicas contra a Rússia por seu papel no conflito na Ucrânia, por não terem sido registrados avanços na aplicação dos acordos de paz de Minsk.

"A União Europeia (UE) prorroga unanimemente as sanções econômicas contra a Rússia, visto que não se avançou na aplicação dos acordos de Minsk", anunciou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. A vigência se estende até julho.

A UE decidiu impor sanções a setores energéticos, de defesa e bancos russos pela primeira vez em 31 de julho de 2014, após a derrubada de um avião da companhia Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, e desde então se prorroga a cada seis meses.

Em meados de março de 2015, decidiram também vincular sua duração à aplicação dos acordos de Minsk, que buscam pôr um fim ao conflito entre as forças leais a Kiev e separatistas pró-russos no leste do país.

A oitava prorrogação das sanções, às quais a Rússia respondeu com medidas de retaliação contra agricultores europeus, chega em um contexto de tensão entre Kiev e Moscou por um incidente naval no fim de novembro no mar de Azov.

"O Conselho Europeu solicita a libertação imediata de todos os marinheiros ucranianos detidos, a devolução dos navios e a livre circulação de todas as embarcações através do estreito de Kerch", acrescentou Tusk em um novo tuíte.

Em uma declaração, os 28 chefes de Estado e governo da UE expressam também sua disposição "a adotar medidas para seguir reforçando seu apoio [a Kiev], inclusive em favor das zonas afetadas da Ucrânia".

A Otan, que também condena o incidente e exorta a libertação de marinheiros, anunciou horas antes seu apoio a Kiev com o fornecimento de equipamentos de comunicação segura antes do fim do ano.

As sanções econômicas são um dos aspectos das medidas punitivas decididas pela UE para sancionar o papel de Moscou na Ucrânia, país do qual arrebatou, em março de 2014, a península da Crimeia e onde morreram mais de dez mil pessoas.

Fonte: AFP

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