Turquia tenta 'quebrar aliança entre EUA e curdos sírios'

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

26 de setembro de 2016.

 

A Turquia está tentando impedir a cooperação entre os EUA e as milícias curdas na Síria, informou o jornalista investigador, Rick Sterling, à Rádio Sputnik.

Os curdos têm sido aliados cruciais de Washington em operações terrestres. Ancara vem demonstrando descontentamento perante vitórias das Unidades de Proteção Popular (YPG) nos campos de batalha.

Segundo ele, os turcos estão "tentando separar os EUA e os curdos". É por essa razão que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, "mencionou a participação da Turquia com os EUA durante um ataque em Raqqa", diz.

Desde o início, os EUA esperam que as YPG e as Forças Democráticas da Síria formem um alicerce das forças terrestres cuja tarefa seria libertar Raqqa. Já os altos representantes da Turquia se manifestam contra a participação dos curdos na ofensiva.

"Supostamente, o objetivo [da operação em Raqqa] seria expulsar o [Daesh], mas, com certeza, uma parte do objetivo seria prevenir o governo sírio de derrotar o [Daesh] e tomar o controle de Raqqa. Por isso, há muitas manobras acontecendo no momento, com forças turcas e forças especiais norte-americanas permanecendo no território da Síria", informou Sterling.

Cabe lembrar que a Turquia enviou suas Forças Armadas para o norte da Síria em 24 de agosto no âmbito da operação Escudo do Eufrates que visa expulsar o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países) da região fronteiriça e prevenir o avance dos curdos em direção ao oeste. Erdogan e seus adeptos estão preocupados com a possibilidade de criação de região autônoma nesta área pelos curdos sírios, pois geraria instabilidade na Turquia.

 

Segundo o analista Anatoly al-Murid, "Washington está tentando criar uma grande região autônoma curda na Síria".

Em entrevista à Rádio Sputnik, ele opinou que os "EUA acreditam que os curdos vão defender os interesses [americanos] na região, sem considerar a opinião dos turcos, iranianos ou iraquianos".

Ao mesmo tempo, o analista frisou que é "pouco provável" que a atual operação turca na Síria termine em um futuro próximo, destacando que as forças sírias enfrentam "desafio sério".

"Claro que a prioridade de Damasco no momento é expulsar terroristas de Aleppo. Essa será a tarefa número um. Caso eles alcancem o sucesso, eles poderão concentrar suas forças e atacar Daesh em Raqqa e provavelmente negociar com Ancara a saída das forças turcas do norte da Síria", indica Sterling.

Segundo ele, o recente ataque aéreo, durante o qual os aviões da coalizão liderada pelos EUA bombardearam uma base do exército sírio em Deir ez-Zor, não contribuiu para os esforços de Damasco no combate contra o Daesh.

Fonte: Sputnik.

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