Turquia reforça presença militar na Síria após anúncio de retirada de tropas dos EUA

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

23 de dezembro de 2018.

 

Turquia começou a reforçar suas tropas nos dois lados da fronteira com a Síria neste domingo (23), disse uma fonte à agência Reuters. O reforço ocorre em meio à retirada dos militares dos Estados Unidos que estão no território sírio, anunciada na semana passada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Mais cedo neste domingo, Trump ligou para o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Ambos concordaram em estabelecer uma retirada "lenta e coordenada" das tropas dos EUA. A ação diplomática entre os dois países serviria para evitar um "vácuo de poder" na região.

A rede de televisão turca TRT World exibiu imagens da entrada de veículos militares da Turquia no território sírio pela fronteira dos dois países. A área por onde o comboio entrou está sob controle do Exército de Liberação Sírio – aliado dos turcos. 

As tropas turcas devem chegar à cidade de Manbij, na Síria, a 35 quilômetros da fronteira. O local gerou atrito entre Ankara e Washington por divergências sobre o papel das milícias curdas por ali – a Turquia acusa de terrorismo esses grupos, que são aliados dos EUA na luta contra o Estado Islâmico.

Trump conversou com Erdogan

Donald Trump disse neste domingo que conversou com o turco Recep Tayyip Erdogan sobre uma retirada "lenta e altamente coordenada" das tropas norte-americanas da Síria.

"Nós discutimos o Estado Islâmico, nosso envolvimento mútuo na Síria, e a retirada lenta e altamente coordenada das tropas norte-americanas da região", disse Trump no Twitter. "Depois de muitos anos eles estão voltando para casa."

Trump disse que ele e Erdogan também discutiram um comércio "fortemente expandido" entre os Estados Unidos e a Turquia, após o relacionamento entre os dois aliados da OTAN ter enfrentado turbulências recentes.

O norte-americano passa por turbulências desde o anúncio da retirada dos militares na Síria e no Afeganistão. Na sexta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, se demitiu por não concordar com a medida. Hoje, Trump anunciou o substituto, Patrick Shahanan, que assume o cargo em janeiro.

Fonte: Reuters

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