Turquia ameaça invadir Curdistão iraquiano para combater terrorismo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

25 de setembro de 2017.

 

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou intervir militarmente no Curdistão iraquiano, em resposta ao referendo independentista de acontece nesta segunda-feira (25) na região autônoma, com o argumento de que todas as opções são válidas para evitar que um "Estado terrorista" se estabeleça.

"Como já disse antes, poderíamos chegar, de repente, durante à noite. Fizemos a Operação Escudo do Eufrates (na Síria). Com certeza não permitiremos que se estabeleçam ali (no Iraque), como na Síria, um ou vários Estados terroristas", advertiu o chefe do Estado em discurso em Istambul, transmitido pela rede de TV "NTV".

Segundo ele, da mesma forma que o Exército turco "limpou" a presença do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em 2 mil quilômetros quadrados de território sírio na fronteira com a Turquia, poderia fazer uma operação semelhante no Iraque.

"Se for preciso, vamos dar passos similares no Iraque", afirmou.

De acordo com Erdogan, todas as opções políticas e diplomáticas estão em jogo para impedir que assuntos do Iraque e da Síria se transformem em ameaças para o seu país. Ele exigiu mais uma vez como "condição" que as autoridades do Curdistão iraquiano "retrocedam" no processo de independência iniciado com o referendo, porque "o que não pode ser, não pode ser".

Erdogan anunciou também que a Turquia fechará a fronteira terrestre com o Curdistão iraquiano e ameaçou suspender as exportações curdas de petróleo. O Curdistão iraquiano exporta petróleo para a Europa através de um oleoduto que atravessa o território turco.

"Esta semana serão adotadas medidas. As entradas e saídas serão fechadas na fronteira", declarou Erdogan.

O presidente turco destacou que país "dará todos os passos políticos, comerciais, econômicos e de segurança" para impor sanções ao Curdistão iraquiano.

A Turquia manteve boas relações comerciais e políticas com o governo do Curdistão iraquiano, mas o Executivo em Ancara rechaçou categoricamente a realização do referendo, por considerar que isso trará mais tensão à região e que um Curdistão independente representa uma ameaça a sua própria segurança nacional.

O gabinete turco teme as consequências que a criação desse Estado curdo poderia ter entre essa minoria na Turquia, onde há mais de 30 anos opera o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), uma guerrilha que pede, além de uma nação curda, mais direitos culturais e sociais.
 
Fonte: G1

voltar para Guerras

fwR fsN tsY show center|left tsN fwR|show fwR center|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|b01 c05 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase|content-inner||