Trump irá buscar hegemonia regional no mar do Sul da China, dizem acadêmicos chineses

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

25 de novembro de 2016.

A chegada de Donald Trump à Casa Branca não significa que os Estados Unidos irão se retirar do mar do Sul da China, e sim que irão continuar a buscar uma "hegemonia regional", disseram nesta sexta-feira acadêmicos chineses que elaboraram um relatório para um centro de estudos governamental influente.

Garantir o "controle absoluto" sobre essa rota marítima é o cerne da estratégia militar dos EUA na Ásia-Pacífico, de acordo com o que os autores disseram ser o primeiro relatório público da China sobre a presença militar dos norte-americanos na região, que foi divulgado nesta sexta-feira em Pequim.

"Não haverá uma reversão na política dos EUA para o mar do Sul da China", disse Wu Shicun, diretor do Instituto Nacional de Estudos do Mar do Sul da China, importante centro de pesquisa sediado em Hainan que redigiu o relatório.

Trump raramente mencionou o mar do Sul da China durante a campanha eleitoral, em vez disso se concentrando na relação comercial com Pequim e ameaçando rotular a China de manipuladora do câmbio e impor tarifas de importação sobre produtos chineses.

O comprometimento de Washington com seus aliados não irá mudar, e tampouco sua postura de proteger a liberdade de navegação no Mar do Sul da China, disse Wu. Assim sendo, as tensões entre a China e os EUA na rota marítima provavelmente irão crescer no mesmo passo do crescimento militar chinês.

A China reivindica a maior parte das águas ricas em recursos energéticos, pelas quais cerca de 5 trilhões de dólares em remessas trafegam a cada ano. Os vizinhos Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã também têm reivindicações na área.

Esforços recentes dos EUA para se contraporem ao que veem como uma limitação chinesa à liberdade de navegação no mar do Sul da China despertaram a ira de Pequim e temores de um conflito militar. Em outubro, uma patrulha de navios de guerra norte-americanos foi considerada "ilegal" e "provocadora" pelo Ministério das Relações Exteriores chinês.

"Da perspectiva dos EUA, as atividades de construção de larga escala da China no Mar do Sul da China confirmaram sua suspeita de que a China pretende implementar uma estratégia anti-acesso/negação de área", diz o relatório.

Haverá "mais continuidade do que mudança" na política militar de Trump na Ásia-Pacífico, opinou Zhu Feng, diretor do Centro do Mar do Sul da China da Universidade Nanjing, no lançamento do relatório.

Fonte: Reuters

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