Trump diz que relação EUA-Rússia pode estar em 'um dos pontos mais baixos'

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

13 de abril de 2017. 

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (12) que as relações de seu país com a Rússia "podem estar em seu ponto mais baixo de todos os tempos", e disse que "verá" como vai se desenvolver o diálogo com o presidente russo, Vladimir Putin.

"Agora mesmo não estamos nos dando bem com a Rússia em nada. Podemos estar em um dos pontos mais baixos de todos os tempos. Isto vem sendo construído em um longo período de tempo", disse Trump em entrevista coletiva ao lado do secretário geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, na Casa Branca.

O americano disse que quer "se dar bem com todo mundo", mas afirmou que é preciso considerar que atualmente o planeta "é um desastre", em alusão aos conflitos internacionais e às ameaças terroristas.

'Não é mais obsoleta'

Trump disse ainda que a Otan não é obsoleta, como ele havia declarado na campanha do ano passado, mas disse que os membros da organização ainda precisam pagar sua parcela justa pela segurança.

"Eu disse que era obsoleta. Não é mais obsoleta", disse Trump, acrescentando que a aliança transatlântica estava se adaptando à missão mais ampla contra militantes islâmicos que ele havia pedido.

Stoltenberg afirmou que teve uma reunião excelente e produtiva na Casa Branca com Trump.

O presidente americano agradeceu aos membros da Otan pelo apoio à sua decisão de lançar 59 mísseis contra uma base aérea síria em retaliação por um ataque com armas químicas contra civis, e disse que é hora de acabar com a guerra civil da Síria.

Após dois dias de conversações infrutuosas nas Nações Unidas, Trump tomou a decisão unilateral de bombardear com 59 mísseis de cruzeiro a base aérea das forças sírias na cidade de Homs, de onde as autoridades americanas acreditam que foi lançado o ataque químico.

 

A decisão dos EUA foi duramente criticada pela Rússia, assunto sobre o qual nesta quarta ambos países tentaram aparar arestas durante um encontro entre Putin e o secretário de Estado americano, Rex Tillerson.

Trump chamou o presidente sírio, Bashar al Assad, de "carniceiro", e defendeu o ataque afirmando não ter "absolutamente qualquer dúvida sobre a correção e o sucesso do que foi feito".

'Boa química'

"Tivemos uma boa relação. Acredito que houve uma boa química entre nós. Acredito que ele quer nos ajudar na Coreia do Norte. Falamos sobre comércio", explicou Trump. "Fiquei muito impressionado com o presidente Xi e acredito que ele tem boas intenções e quer nos ajudar. Logo veremos se fará isto ou não".

Fonte: G1

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