Trump defende forte aumento da capacidade nuclear dos EUA

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

23 de dezembro de 2016.

O presidente americano eleito, Donald Trump, defendeu nesta quinta-feira (22) que os Estados Unidos devem investir maciçamente em sua capacidade nuclear, até que "o mundo caia em si".

"Os Estados Unidos devem fortalecer e expandir fortemente sua capacidade nuclear até que o mundo caia em si em relação às armas nucleares", tuitou Trump, sem explicar o que ele quis dizer exatamente.

Esse comentário marca uma ruptura em relação à retórica do presidente Barack Obama, o qual, em seu famoso discurso em Praga em 2009, pediu a eliminação das armas nucleares.

O tuíte de Trump aparece um dia depois de seu encontro com um grupo de oficiais de alta patente do Pentágono, incluindo o vice-almirante James Syring, que dirige a Agência de Defesa de Mísseis.

A agenda foi dedicada ao corte no orçamento de vários programas militares.

Hoje, os Estados Unidos contam com um arsenal de cerca de 7.000 ogivas nucleares, pouco atrás da Rússia, que tem algumas centenas a mais.

O Pentágono quer substituir, ou modernizar, as três pernas de sua "tríade": uma força de ataque nuclear que inclui os mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs, na sigla em inglês), submarinos e bombardeiros. Especialistas estimam que isso representará pelo menos US$ 1 trilhão nos próximos 30 anos.

Durante os debates da campanha à presidência, Trump foi incapaz de dar detalhes, ao ser questionado sobre qual seria sua prioridade para a "tríade" nuclear, afirmando apenas que "o poder, a devastação é muito importante".

"Acho que precisamos de alguém em quem possamos confiar totalmente, que seja totalmente responsável, que realmente sabia o que ele, ou ela, está fazendo. Isso é tão poderoso e importante", afirmou na época.

"O maior problema que nós temos hoje é nuclear, proliferação nuclear, e ter um maníaco, ter algum louco que vai lá e consiga uma arma nuclear. É isso que, na minha opinião, é o único grande problema que o nosso país enfrenta agora", completou.

Fonte: AFP

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