The Guardian: se fechar céu da Síria o Ocidente enfrentará guerra com Rússia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de outubro de 2016.

 

A Câmara dos Comuns do Reino Unido discute a perspectiva de introdução de uma zona de exclusão aérea sobre Aleppo e tais métodos da regularização da situação síria são apoiados pela candidata à presidência dos EUA Hillary Clinton.

A ideia de uso da "força no ar" pode parecer atraente para os países ocidentais, mas na Síria esse passo esconde uma ameaça séria, opina o observador do jornal The Guardian Jonathan Steele.
Em 1991, Londres e Washington criaram com sucesso uma zona de exclusão aérea no norte do Iraque para proteger os curdos, sublinha o jornalista. Ao mesmo tempo, os EUA isolaram Saddam Hussein do apoio internacional tirando-lhe a vontade de se confrontar com os EUA e finalmente o derrotaram no Kuwait.

Na altura o fechamento do céu deu certo porque Saddam não organizou uma resistência séria e nenhum avião da coalizão foi abatido, mas no caso da Síria a situação é diferente.
 
"A Força Aérea da Síria participa totalmente do jogo e ela não pretende acabar com a campanha de eliminação dos seus adversários em Aleppo. Após três anos de equilíbrio militar, Bashar Assad sente que ganhou vantagem e ele pretende recuperar a maior cidade do país", diz o artigo.
 
O que é ainda mais importante, continua o observador, no ar também está ativa a Rússia, assim, a criação de uma zona de exclusão aérea será de fato uma proclamação de guerra tanto contra o regime sírio como contra Moscou. E, ao mesmo tempo, o Ocidente pode até nem contar com um mandato do Conselho de Segurança da ONU.
 
Resumindo, Jonathan Steele nomeia três "possibilidades razoáveis" de salvar a população civil da Aleppo e que possam regularizar a situação sem confronto militar entre a Rússia e o Ocidente. Uma deles é a saída voluntária dos terroristas, que usam os habitantes como escudo humano e bloqueiam as saídas da cidade. A outra opção prevê o retorno ao controle total do governo. E a última variante é uma trégua, cuja realização permanece uma tarefa muito difícil no contexto do fracasso dos acordos anteriores entre a Rússia e os EUA.
 
Fonte: Sputnik.

voltar para Guerras

fwR fsN tsY show center|left tsN fwR|show fwR center|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|b01 c05 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase|content-inner||