Tensão nos Bálcãs: Sérvia ameaça 'se defender' se Kosovo formar Exército

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

20 de outubro de 2018.

 

O presidente sérvio, Alexandar Vucic, alertou nesta sexta-feira (19) que a criação de um exército do Kosovo poderia "colocar em risco a paz e a estabilidade" dos Bálcãs. Ele advertiu ainda que a criação de uma força nacional armada kosovar, bem como a possível saída da missão da ONU no Kosovo (UNMIK), colocaria a Sérvia "em uma posição terrivelmente difícil".

O Parlamento do Kosovo aprovou na quinta-feira (18) uma série de medidas que preveem a transformação em um exército da Força Regular de Segurança do Kosovo (KSF), uma força de emergência originalmente treinada para responder a catástrofes naturais.

Durante uma coletiva de imprensa, depois de se encontrar com um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, o presidente sérvio explicou que os Estados Unidos deveriam compreender que isso “põe em perigo a paz e a estabilidade nos Bálcãs e que pode trazer consequências trágicas".

Com o apoio de Moscou, mas também de Pequim, Belgrado se recusa a reconhecer a independência de Kosovo, sua antiga província albanesa, proclamada em 2008. A maioria dos países ocidentais a reconhece.

Guerra dos Bálcãs

Belgrado perdeu o controle do Kosovo em 1999, após uma série de bombardeios da OTAN. Em seguida, Belgrado retirou suas tropas do Kosovo, marcando o fim de um conflito com guerrilheiros da independência kosovar albanesa (1998-99, uma guerra que deixou 13 mil mortos).

Desde então, a defesa do Kosovo é assegurada por uma força internacional liderada pela OTAN, a KFOR, que hoje conta com 4 mil homens e mulheres. A OTAN reiterou seu desejo de que a criação de uma força armada kosovar aconteça "em consulta com todas as comunidades do país". Os deputados da minoria sérvia se opõem ferozmente a ela.

Na quinta-feira, o presidente sérvio Aleksandar Vucic disse que Belgrado não teria "outra escolha do que proteger nosso país e nosso povo", segundo a agência de notícias independente Beta.

O diálogo de normalização entre Belgrado e Pristina (capital do Kosovo) se encontra estagnado por vários meses. Washington disse que estaria disposta a aceitar a criação de um Exército kosovar, se obtivesse o consentimento de ambas as partes. Mas Berlim se opõe, vendo riscos de desestabilização dessa frágil região, teatro nos anos 1990 de conflitos interétnicos que causaram cerca de 130 mil mortes.

Fonte: RFI

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