Separatistas denunciam ataque em massa do exército ucraniano em Donetsk

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

05 de novembro de 2016.

 

Os separatistas pró-Rússia denunciaram neste sábado um ataque em massa com artilharia pesada do exército ucraniano contra localidades controladas pelos insurgentes na região de Donetsk, no leste da Ucrânia.

Segundo o porta-voz militar da autoproclamada República Popular de Donetsk, Eduard Basurin, as forças governamentais lançaram nas últimas 24 horas cerca de mil obuses e fogo de morteiro.

Os soldados ucranianos também assediaram insistentemente as áreas sob controle separatista com tanques, blindados, lança-granadas e armas de fogo.

Um civil foi ferido nos ataques, enquanto três casas ficaram danificadas e cerca de 30 estão sem fornecimento de energia elétrica.

De acordo com o Ministério da Defesa ucraniano, desde o início do ano, cerca de 200 soldados ucranianos morreram em combates na região do conflito, no qual, segundo Kiev, cerca de 6 mil militares russos participam ao lado dos separatistas.

Em setembro, as partes em conflito entraram em acordo para separar suas forças para evitar enfrentamentos armados em três localidades - Luganskaya, Petrovskoye e Zolotoe - em um documento assinado em Minsk com mediação da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e da Alemanha.

Em meados de outubro, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente russo Vladimir Putin ressuscitaram o "formato da Normandia" em uma cúpula mantida em Berlim com o chefe de Estado francês, François Hollande, e o líder ucraniano, Petro Poroshenko.

Os quatro acordaram que antes do fim de novembro os ministros das Relações Exteriores desses países vão traçar um roteiro para regular o conflito, que deve incluir o envio de um contingente policial internacional.

Recentemente, Putin acusou Kiev de falta de vontade política para cumprir com os Acordos de Paz de Minsk de fevereiro de 2015, que puseram fim à guerra em grande escala, apesar de haver enfrentamentos constantes.

As negociações de paz estão estagnadas, entre outras coisas, pela falta de acordo sobre as eleições nas áreas controladas pelos separatistas, já que Kiev exige garantias de segurança e a presença de observadores internacionais.

Além disso, a Ucrânia reivindica o controle da fronteira entre as regiões de Donetsk e Lugansk e o território russo, enquanto Moscou pede a Kiev que aprove antes uma lei que conceda altas doses de autonomia às regiões separatistas. 

Fonte: EFE

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