'Sem ajuda do Irã e da Rússia o governo sírio não teria sido capaz de sobreviver'

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

05 de dezembro de 2016.

 

Os recentes sucessos que o Exército Sírio conseguiu na Síria pode indicar que a batalha em curso contra o terrorismo no país está entrando em sua fase final. Entretanto, o diretor do Instituto de Análise Histórica, Mark Weber, sublinha que sem a ajuda por parte da Rússia e do Irã o governo sírio “não teria sido capaz de sobrevier”.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirmou que Teerã e Moscou continuariam cooperando na guerra síria até que "o objetivo final de erradicar o terrorismo e restaurar a paz e segurança total na região seja alcançado", comunicou no sábado (3) a agência de notícias governamental iraniana IRNA.
 
Este foi o comentário feito pelo líder iraniano durante seu encontro com o enviado especial russo para a Síria, Aleksandr Lavrentiev, em Teerã. O presidente do Irã destacou que a situação na Síria pode ser resolvida apenas através de um diálogo político e do respeito total pela vontade do povo sírio, o qual, segundo disse o líder iraniano, deverá ter a última palavra na decisão do futuro do país.
 
Mark Weber, diretor do Instituto de Análise Histórica norte-americano, sublinhou porém que sem a ajuda da Rússia e do Irã o governo sírio "não teria sido capaz de sobrevier".

Ao conceder uma entrevista ao canal de TV iraniano Press TV, que emite 24h em inglês, ele destacou que a aliança existente entre a Rússia e o Irã serviu de fator crucial que impediu os EUA de mudarem sua política na Síria. "É cada vez mais evidente para as pessoas em todo o mundo que a política dos EUA para tentar derrubar o governo do presidente Bashar Assad falhou. Ela se baseia em um erro de cálculo muito grande cometido pela administração de Obama e não vai funcionar. A única maneira de avançar é uma aliança cada vez mais forte e estreita entre a Rússia, o Irã e a Síria", disse Weber.
 
Weber reiterou que sem a participação da Rússia e do Irã no conflito sírio o mundo seria "testemunha da expansão de elementos extremistas e terroristas", adiantando que este fato "é amplamente reconhecido por todo o planeta".
 
O historiador observou que os peritos estão agora tentando adivinhar como é que a nova administração atuará após tomar posse no mês que vem, em Washington, e que mudanças, se as houver, ela trará ao Oriente Médio.

Durante a sua campanha eleitoral, segundo diz o analista, Donald Trump deu sinais contraditórios quanto ao conceito da futura política norte-americana na região, portanto isso "é uma grande questão para todo o mundo".
 
Em um comentário à parte sobre o assunto, o cientista político francês, Bruno Tetrais, sugeriu que foi Washington que "abandonou o campo voluntariamente" na Síria e "deu lugar à Rússia", tornando Moscou em um ator "incontornável" na resolução da atual crise.
 
Em sua entrevista ao jornal francês Le Monde, ele acrescentou que isso aconteceu "por aos países ocidentais lhes faltar vontade, sobretudo aos EUA, para intervir a sério no conflito".

Ao mesmo tempo, no domingo (4) o Ministério da Defesa russo divulgou um comunicado dizendo que unidades armadas do Exército Livre da Síria abriram fogo no bairro de Salah al-Din, em Aleppo, usando sistemas de lançamento múltiplo de foguetes.
 
O documento refere que ao longo das últimas 24h os militantes de grupos terroristas como o Daesh e a Frente Fatah al-Sham (ex-Frente al-Nusra) têm efetuado ataques contra uma série de zonas habitadas na província de Aleppo.

A Press TV iraniana notou, porém, que o Exército Sírio, que tomou o controle total de Aleppo oriental, tem por objetivo expulsar os militantes do leste da cidade, o que seria "um golpe devastador contra os grupos terroristas aí presentes".
 
Fonte: Sputnik

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