Se houver teste nuclear, EUA podem atacar a Coreia do Norte

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de abril de 2017. 

 

Há navios de guerra na península coreana armados com mísseis, um porta-aviões a caminho e bombardeiros preparados para agir. A NBC News noticia que a Administração Trump prepara um ataque preventivo, caso Kim Jong-un ordene um novo ensaio nuclear que pode ter lugar já este fim-de-semana

Depois do lançamento da "Mother of All Bombs" [“mãe de todas as bombas”] sobre o Afeganistão, os Estados Unidos podem estar a preparar-se para um ataque preventivo contra a Coreia do Norte, caso se confirmem as suspeitas de que regime liderado por Kim Jong-un prepara um novo ensaio com armas nucleares. A notícia foi avançada à NBC News por fontes dos serviços secretos norte-americanos, que notam que os EUA têm dois navios de guerra na região, armados com mísseis Tomahawk, e bombardeiros preparados para agir.

Há alguns dias, já tinha sido noticiado pela Administração americana o desvio do porta-aviões USS Carl Vinson, em rota para a Austrália, para a península coreana, o que provocou uma reacção enérgica por parte da Coreia do Norte. Quinta-feira, a sua posição foi reforçada em comunicado. O regime de Pyongyang ameaçou um “ataque de retaliação sem piedade”, caso os EUA levem a cabo qualquer acção militar, acusando o país liderado por Donald Trump de “ameaçar seriamente a paz e segurança e conduzir à iminência de uma guerra nuclear”.

O país que, no imediato, mais sofreria com o início das hostilidades, a Coreia do Sul, afirmou esta quinta-feira, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Yun Byung-se, ter a garantia por parte dos Estados Unidos de que nenhuma acção será tomada sem consulta e aprovação sul-coreana.

A tensão está em crescendo desde o encontro, na última semana, entre os Presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping. Depois do encontro, Trump manifestou confiança na capacidade da China em “lidar” com a Coreia do Norte na questão nuclear. Ao mesmo tempo, numa mensagem no Twitter, reafirmou que, em caso de insucesso das iniciativas chinesas, os EUA e os seus aliados saberão o que fazer. O Governo chinês enviou à Coreia da Norte os seus principais diplomatas e especialistas ligados às negociações com o país sobre o seu arsenal nuclear, de forma a sensibilizar o regime da gravidade da situação, além de ter ameaçado com a imposição de sanções inéditas.

Entretanto, e num comunicado enviado à imprensa, o Governo russo manifestou-se “seriamente preocupado” com os indícios de que os EUA estarão a preparar uma acção militar unilateral na península coreana.

A aproximação do 105ª aniversário do nascimento do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, avô do actual Presidente, que se celebrará este sábado, faz aumentar as preocupações, dado que tais efemérides têm sido usadas pelo regime de Pyongyang para demonstrações de força. A realização daquele que seria o seu sexto ensaio nuclear inclui-se certamente nesse tipo de manifestações.

Fonte: Público

 

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