Rússia quebra unanimidade entre membros da OTAN

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

10 de julho de 2016.

VII cúpula da OTAN em Varsóvia, 8-9 de junho, 2016

A cúpula da OTAN em Varsóvia mostrou que a unanimidade dos países da Aliança se racha quando se trata da política dura de Washington contra a Rússia, escreveu neste domingo (10) o jornal norte-americano The New York Times.

Apesar do fato de o presidente dos EUA e os líderes da UE tentarem apresentar uma posição unanime na cúpula, se tornou claro que dentro da Aliança a cada novo dia surgem mais e mais desentendimentos, muitos dos quais estão ligados com as relações com Moscou, diz o jornal.

​Em particular, Alemanha, França e Itália não escondem suas intenções de se retirarem da posição dura em relação à Rússia, tanto em questão de sanções econômicas, como em treinamentos militares para 'conter' Moscou, escreveu o ator do artigo.

Em particular, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi participou recentemente do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, o presidente da França François Hollande admitiu a necessidade de cooperação com a Rússia e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha Frank-Walter Steinmeier criticou os exercícios militares da OTAN na Polônia, relata o The New York Times.

De acordo com o ex-representante permanente dos EUA na OTAN, Nicholas Burns, a "questão russa" pode levar a divisão entre os países da Aliança. "Fiquei impressionado com tanta divergência dentro da liderança europeia", disse ele.

​O secretário-geral da Aliança do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg, declarou nesta sexta-feira (8) que a OTAN instalará quatro batalhões nos países Bálticos e na Polônia em 2017, compostos por tropas dos EUA, Canadá, Alemanha e Reino Unido.

Segundo Stoltenberg, o "conceito estratégico" de sua organização não sofreu mudanças em relação à Rússia. Ele ressaltou que a OTAN não busca "um confronto", nem pretende fomentar "uma nova corrida armamentista".

A OTAN tem afirmado várias vezes sua intenção de posicionar suas tropas na Europa Oriental. Por sua vez, Moscou expressou seu descontentamento com as iniciativas da Aliança destinadas ao aumento da presença militar na fronteira com a Rússia e afirmou que tais ações são uma ameaça aos seus interesses e segurança nacional.

Fonte: Sputnik.

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