Rússia prepara investida final contra Estado Islâmico na Síria

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

11 de junho de 2016.

A Rússia prepara seu ataque final contra as fortificações jihadistas na Síria, em Al Raqqa e Aleppo, para o que coordenará suas ações militares com o exercito sírio, as milícias curdas e os militares iranianos.

"Já dissemos tanto a nossos parceiros americanos como aos líderes da coalizão. Esperar será contraproducente do ponto de vista de nossas ações conjuntas antiterroristas", disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

A Rússia tem as mãos livres para retomar seus bombardeios contra Aleppo, a segunda maior cidade síria, desde que terminou há poucos dias o prazo para que os grupos opositores abandonassem as posições da Frente al Nusra.

Lavrov, que acusou os Estados Unidos de descumprir seu compromisso de "desamarrar" a oposição dos jihadistas, destacou que "já passou mais tempo que o necessário para que qualquer grupo armado optasse por cessar as ações militares ou não".

A Rússia, que se reservou o direito de atacar "unilateralmente" os grupos armados que não acatem a trégua, ainda espera que os EUA aceitem sua oferta, apresentada no último dia 20 de maio, de bombardear conjuntamente as posições dos jihadistas.

"Espero que nossos colegas americanos acompanhem nossas ações para não permitir que os terroristas aproveitem a situação (de trégua) para fortalecer suas posições no terreno", ressaltou o chefe da diplomacia russa.

No entanto, Lavrov já começou as consultas para acabar com a resistência dos jihadistas com ajuda de seus principais parceiros regionais, Síria e Irã.

De fato, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, viajou na quinta-feira a Teerã para se reunir com seus colegas sírio, Fahd Jassim al-Freij, e iraniano, Hossein Dehgan.

Segundo a imprensa iraniana, os três titulares de Defesa abordaram a coordenação de suas ações em apoio das forças governamentais sírias que lançaram uma bem-sucedida ofensiva contra Al Raqqa.

Dehgan garantiu que os três países estão dispostos a reunir esforços para derrotar "todos os grupos terroristas", decidiram coordenar seu planos operacionais e previram que os resultados serão percebidos "nos próximos dias".

"Em breve o exército sírio começará uma ofensiva rumo a Aleppo e, graças ao apoio da aviação russa, a cidade será libertada dos guerrilheiros", assegurou por sua parte Riad Haddad, embaixador sírio em Moscou.

O embaixador destacou que "em Aleppo se trava uma batalha crucial e uma vitória significará a derrota de todos os grupos terroristas".

"Em breve será apresentado um plano para a libertação de Aleppo", comentou Haddad, acrescentando que "os soldados sírios avançam com sucesso para Al Raqqah. Neste momento, se encontram a cerca de 20 quilômetros de Atika. Tudo isto acontece com o apoio da Rússia".

A Frente al Nusra lançou no sábado passado um contraofensiva com armamento pesado contra as posições das forças governamentais e das milícias curdas no norte e no sudoeste de Aleppo, que gerou sangrentos combates.

Por sua parte, representantes do sírio Partido da União Democrática (PYD) em Moscou explicaram hoje que contam com o apoio da aviação russa para continuar seu rápido avanço em Al Raqqa.

Em um par de dias a coalizão de forças curdas e árabes espera conquistar a cidade de Manbech, totalmente rodeada por suas tropas, e seu próximo objetivo será Al Bab e Azaz, cidades controladas pelo Estado Islâmico.

"Atacaremos Azaz não só pelo leste, mas também pelo oeste. As tropas avançarão pelos dois lados. Por esses flancos temos o apoio da Rússia. Ali não há americanos. Ali só contaremos com o apoio da aviação russa", antecipou Ali Abdel Salam, representante do PYD.

Precisamente, a Rússia instou o regime de Bashar al Assad a coordenar suas ações militares com as milícias curdas, já que disso depende a rápida derrota dos jihadistas.

Os curdos sírios se mostraram dispostos hoje a cooperar com a Síria na luta contra os terroristas, mas apenas se Damasco reconhecer sua autonomia no norte do país.

"Damasco deve reconhecer a autonomia no norte do país, o direito dos curdos. Então haverá coordenação. Quando nos reconheçam, então poderemos fazer todo juntos. Içaremos a bandeira síria em seu território junto à curda", ressaltou.

O representante curdo destacou que "só a Rússia pode pressionar Damasco a reconhecer nossos direitos".

A aliança curdo-árabe, que também conta com o apoio da coalizão liderada pelos EUA, apesar das reservas turcas, iniciou uma ofensiva no último dia 31 de maio e, desde então, seu avanço foi imparável.

Os jihadistas enfrentam os curdos no norte da província nordeste de Al Raqqa e em Manbech, enquanto lutam contra os soldados governamentais sírios nas regiões centrais de Homs e Hama, assim como em Aleppo. 

Fonte: EFE.

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