Rússia pede explicações aos EUA por suposto acesso a suas redes estratégicas

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

05 de novembro de 2016.

 

A Rússia pediu neste sábado explicações aos Estados Unidos sobre o suposto acesso de hackers militares americanos a suas redes estratégicas, o que incluiria o sistema de comando do Kremlin e que representaria o ensaio para um futuro ataque cibernético.

"Esperamos uma reação das autoridades dos EUA, entre elas a Casa Branca e o Departamento de Estado, e uma avaliação legal dessas informações", disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

A diplomata ressaltou que "a ausência de reação oficial por parte do governo americano significará a existência de ciberterrorismo estatal por parte dos EUA".

Além disso, Zakharova acrescentou que, "caso sejam cumpridas as ameaças reproduzidas pelos veículos de imprensa norte-americanos, Moscou terá pleno direito para apresentar a Washington as correspondentes acusações".

A reação de Zakharova é consequência das informações veiculadas pela rede de televisão "NBC" que afirmou que hackers militares dos EUA conseguiram acessar redes elétricas e de telecomunicações russas, incluído "o sistema de comando do Kremlin".

Assim, segundo a fonte, que cita um integrante do alto escalão dos serviços de inteligência, os hackers teriam deixado esses sistemas vulneráveis para um possível ataque cibernético americano contra a Rússia.

Contudo, segundo a fonte, o ataque cibernético só ocorreia "no improvável caso" de os EUA serem vítima de um ataque "significativo" que interferisse nas eleições presidenciais.

Sobre essa questão, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, destacou hoje que a Rússia já adotou medidas de proteção de seu espaço cibernético para enfrentar as "ameaças" feitas por alguns países, em uma referência clara aos EUA.

Em meados de outubro o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, adiantou que Washington estava preparando uma resposta contra a Rússia, pelos ataques deste último que tinham como objetivo influenciar as eleições, e que o objetivo é que essa resposta tenha o "maior impacto" possível.

A decisão já está tomada há muito tempo e o momento para determinar esse ataque dependerá do presidente, Barack Obama, adiantou recentemente o secretário de Estado americano, John Kerry.

Por outro lado, o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, assegurou esta semana que Moscou dispõe de "recursos suficientes para controlar possíveis atos hostis no espaço cibernético".

"Se tais passos forem dados, evidentemente será um novo e muito grave revés para as relações entre Moscou e Washington", advertiu Ryabkov.

O Kremlin negou em várias ocasiões que estaria por trás dos ciberataques que permitiram ao portal "Wikileaks" publicar dezenas de milhares dos documentos confidenciais, cuja maioria compromete a candidata democrata Hillary Clinton.

Hillary acusou diretamente o presidente russo, Vladimir Putin, de realizar uma conspiração cibernética cujo objetivo seria beneficiar o republicano Donald Trump.

Em resposta, Putin assegurou que é "uma ocupação muito rentável" atribuir a ameaça de "hackers, espiões e agentes de influência russos" para desviar a atenção sobre os problemas reais que a sociedade americana está atravessando. 

Fonte: EFE

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