Rússia pede a EUA que abram mão de sistema de defesa antimísseis na Coreia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

03 de março de 2016.

 

A Rússia, que apoiou ontem no Conselho de Segurança da ONU a dura resolução contra a Coreia do Norte, pediu nesta quinta-feira aos Estados Unidos que renunciem aos seus planos de montar um sistemas de defesa antimísseis na península coreana para não provocar outra escalada nuclear entre Seul e Pyongyang.

"É inadmissível uma escalada de tensão e a instigação de uma corrida armamentista. Esperamos que as partes avaliem todas as implicações de estabelecer (na Coreia do Sul) complexos de defesa antimísseis americanos THAAD", afirmou o Ministério de Relações Exteriores russo em seu site.

Ao mesmo tempo, Rússia, um dos poucos aliados do regime norte-coreano, justificou a resolução da ONU como "uma medida necessária depois de Pyongyang ignorar, durante mais de dez anos, as exigências do Conselho de Segurança, que o obrigam a recuar imediatamente em seu programa armamentício nuclear".

"Esperamos que a parte norte-coreana saque as conclusões corretas e volte à mesa de negociações para resolver o problema nuclear na península de Coreia", acrescentou a chancelaria russa.

Moscou também expressou sua esperança de que a resolução da ONU não sirva de pretexto "para piorar a situação econômica e humanitária dos cidadãos norte-coreanos".

Apesar de tudo, a Coreia do Norte respondeu hoje à nova resolução do Conselho de Segurança com o lançamento de outros seis mísseis de curto alcance.

Enquanto a Coreia do Sul investiga a natureza dos projéteis, os especialistas assinalaram que poderiam ser mísseis balísticos KN-01, no que se trataria de uma violação de todas as resoluções da ONU.

A resolução 2270, uma punição pelos testes nucleares e de mísseis realizados por Pyongyang em janeiro e fevereiro, prevê a inspeção obrigatória de cargas, restrições na exportação de matérias-primas, embargo do comércio de armas leves e a proibição de venda ao país de combustível aeroespacial, entre outros.

Estas medidas, que buscam cortar pela raiz o acesso a recursos de financiamento dos programas militares norte-coreanos, foram consideradas as mais duras impostas até hoje ao regime dos Kim e ameaçam golpear tanto a elite como o povo do país mais isolado do mundo. 

Fonte: EFE.

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