Rússia anuncia manobras militares no Mediterrâneo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

30 de agosto de 2018.

 

Mais de 25 navios e cerca de 30 aviões vão participar de exercícios militares no Mediterrâneo de 1º a 8 de setembro próximo. O anúnciou foi feito pelo Ministério russo da Defesa nesta quinta-feira (30) em um momento em que o governo sírio, que recebe apoio russo, parece preparar uma ofensiva contra a província de Idlib - último reduto dos insurgentes na Síria.

"Prevemos enviar mais de 25 navios sob o comando do cruzador lança-mísseis Almirante Ustinov. Quase 30 aviões participarão desses exercícios, incluindo bombardeiros estratégicos Tu-160", informou o Ministério em um comunicado divulgado nesta quinta, de acordo com agências russas de notícias.

Os navios de guerra sairão de frotas do mar do Norte, do Báltico, do mar Negro e do mar Cáspio. Bombardeiros, caças e aviões de transporte participarão da operação.

Esses exercícios no Mediterrâneo serão realizados antes daqueles previstos para acontecer na Sibéria e no Extremo-Oriente, no âmbito do Vostok-2018, manobras que o Exército russo apresenta como as maiores já organizadas desde 1981. Pelo menos 300.000 homens e 36 mil veículos devem integrar o treinamento.

Na terça-feira, a imprensa russa noticiou um reforço da presença militar de Moscou ao longo da Síria, por medo de ataques ocidentais contra o Exército do governo Bashar al-Assad.

No sábado (18), o Exército russo acusou os rebeldes sírios de prepararem uma "provocação" com as armas químicas na região de Idlib, onde uma ofensiva de Damasco parece iminente.

Corredor humanitário

Temendo a ofensiva do governo, o enviado especial da ONU para a Síria propôs nesta quinta-feira (30) uma viagem a Idlib, província que fica na fronteira com a Turquia, para garantir o estabelecimento de um "corredor humanitário" para a saída da população civil. Cerca de três milhões de pessoas estão em perigo em Idlib, segundo a ONU.

Na quarta-feira (29), o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu para os "riscos crescentes de uma catástrofe humanitária” no caso de uma operação militar em grande escala na região.

Fonte: AFP

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