Ruído do passado: Suécia reativa sistema de mísseis da Guerra Fria

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

22 de novembro de 2016.

 

Entre os medos infundados de um ataque traiçoeiro russo, inspirados por políticos de alto nível e especialistas militares, a Suécia tem tomado medidas para reativar drasticamente sua defesa. Em um óbvio retorno à mentalidade da Guerra Fria, a Suécia restaurou um sistema de mísseis da Guerra Fria para proteger a ilha de Gotlândia.
 
Durante a Guerra Fria, a Suécia possuía artilharia de costa que protegia as ilhas, portos e vias navegáveis suecas. Na era moderna, a artilharia de costa foi gradualmente desmantelada antes da decisão definitiva de dissolver a artilharia de costa em 2000.

Hoje, um sistema de antimísseis pesado, que esteve defunto durante 16 anos, foi reativado.
 
A defesa costeira é considerada particularmente desejável na ilha de Gotlândia, que na Suécia acreditam fortemente vir a ser o alvo provável de a "agressão" russa.
 
Antes de 2000, a artilharia de costa da Suécia tinha misseis instalados em SUV. O mesmo míssil é ainda usado em caças Gripen e navios de guerra. Hoje, os caminhões que eram anteriormente usados, e que estão em boas condições em vários museus por todo o país, foram recuperados para transportar mísseis antinavio Saab Robotsystem RBS-15, informou o jornal sueco Dagens Nyheter.
 
"Uma série de caminhões sobreviveu à dissolução. Além disso, nós usamos componentes de lanchas porta-mísseis e navios militares existentes que anteriormente que antes usavam o mesmo sistema de mísseis", disse o contra-almirante Thomas Engevall ao Dagens Nyheter.

A remontagem foi feita em curto prazo e foi descrita como rentável para as Forças Armadas da Suécia. Depois de testes de lançamento, o RBS-15, baseado em terra, reentrou ao serviço.
 
Foi afirmado que um número secreto de unidades se juntaram de novo às Forças Navais da Suécia.
 
O ministro da Defesa da Suécia Peter Hultqvist, que visitou os treinamentos navais Swenex 16 que agora está decorrendo na costa leste da Suécia, louvou a colaboração efetiva entre as Forças Armadas da Suécia e a Saab, o fabricante do RBS-15.
 
"Isso é extremamente bom que nós tenhamos de novo os sistemas antimísseis costeiros baseados em terra na nossa Defesa Nacional", disse Peter Hultqvist. "Isso significa que podemos disparar misseis antinavio a partir de terra a longa distância. Além disso, eles fornecem uma flexibilidade e capacidade acrescidas em guerra naval. Isso aumenta nossa capacidade militar e é precisamente isso que necessitamos."
 
Segundo Mike Winnerstig, analista de política de segurança na Agência de Pesquisas de Defesa da Suécia, esta decisão incorporou os esforços suecos para aumentar suas capacidades de defesa.
 
"Se juntarmos estes dois tipos de sistemas antimíssil na Gotlândia, poderemos controlar bastante território no centro do Báltico", disse Mike Winnerstig ao jornal sueco Expressen. Considerando que Winnerstig aceita que a Suécia dificilmente é o objetivo principal da Rússia, ele argumentou que o preço de invadir Gotlândia aumentou notavelmente, chamando a defesa de mísseis de "armadilha de aço".

Em Setembro, a Suécia posicionou 150 militares em Gotlândia para aumentar a defesa dessa ilha estrategicamente importante.
 
"Nós temos cerca de 150 homens em Gotlândia, o que não é muito. No passado, quando queríamos defender realmente a Gotlândia, aí havia regimentos que podiam mobilizar cerca de 25 000 efetivos para proteger a ilha. Há uma certa diferença", disse Mike Winnerstig ao Expressen.
 
Fonte: Sputnik

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