Regime sírio intensifica bombardeios contra Aleppo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

18 de novembro de 2016.

 

Os moradores dos bairros rebeldes de Aleppo, grande cidade do norte da Síria, estavam presos em suas casas nesta sexta-feira em consequência dos bombardeios intensos do regime, disposto a conquistar a totalidade da segunda maior cidade do país.

No quarto dia consecutivo de bombardeios contra a parte da cidade controlada pelos insurgentes, o regime de Bashar al-Assad atacou durante a manhã vários bairros controlados pelos rebeldes.

Os bombardeios de artilharia têm uma intensidade sem precedentes para os últimos dois anos.

Aleppo, que já foi a capital econômica da Síria, é a principal frente de batalha na guerra da Síria. O governo, com ajuda militar da Rússia, pretende recuperar o controle da zona da cidade dominada pelos insurgentes desde 2012. Para isto já organizou várias campanhas de bombardeios, sem sucesso.

Nesta sexta-feira, vários bairros eram atingidos por obuses e foguetes, o que provocou tremores em vários edifícios.

Paralelamente, helicópteros militares do regime lançavam barris repletos de explosivos, uma arma com grande poder de destruição denuncidaa por ONGs internacionais.

O bairro de Masaken Hanano era um dos mais atingidos, de acordo com um correspondente da AFP e a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os civis pedem ajuda em vão, já que as equipes de emergência na área rebelde estão bloqueados em função da intensidade dos bombardeios.

Como na quinta-feira, os bombardeios obrigaram os moradores a permanecerem trancados dentro de suas casas e as ruas estavam totalmente desertas nesta sexta-feira.

Os moradores, aterrorizados, apagaram as luzes em uma tentativa de evitar que suas casas fossem atingidas.

Durante a noite aconteceram combates entre os rebeldes e as forças pró-regime em Sheikh Said, bairro da zona sul de Aleppo que o exército tenta retomar há várias semanas.

"Os confrontos são muito violentos, com bombardeios mútuos (de artilharia)", afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

"O regime avançou na região antes de ser obrigado a recuar pelos rebeldes", explicou.

Os insurgentes lançaram 15 foguetes contra a zona sob controle do governo nesta cidade, mas sem provocar vítimas, de acordo com o OSDH.

Além dos bombardeios, os moradores da zona leste de Aleppo sofrem um cerco de quatro meses, o que impede a entrada de qualquer ajuda nesta parte da cidade.

Depois de suspender por um mês os bombardeios contra os bairros rebeldes de Aleppo, o regime de Assad retomou na terça-feira os disparos de artilharia e o lançamento de bombas de barril, ataques que mataram pelo menos 65 civis, segundo a ONG.

Os aviões russos não participam nos bombardeios iniciados na terça-feira e se concentram na província de Idleb (noroeste).

Nesta região controlada por uma aliança de rebeldes e jihadistas, os aviões sírios e russos bombardeiam várias cidades e vilarejos.

A guerra da Síria, iniciada em 2011, provocou mais de 300.000 mortes.

Fonte: AFP

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