"Nossa economia está preparada para a guerra", diz ministro armênio

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

05 de maio de 2016.

 

"Nossa economia está preparada para a guerra", afirmou nesta quinta-feira o ministro armênio de Economia, Artsvik Minassian, depois que foi anunciado que o parlamento da Armênia debaterá na próxima semana o reconhecimento da independência da autoproclamada república Nagorno Karabakh.

O Azerbaijão, que enfrenta a Armênia pelo enclave, advertiu que o reconhecimento da independência dos armênios do Karabakh enterrará o processo de paz e que o país irá recuperar através da força seus territórios ocupados por tropas armênias.

"A intenção do Azerbaijão de prejudicar nossa economia fracassou. Posso dizer com toda segurança que a agressão do Azerbaijão fracassou", disse Minassian à imprensa em Yerevan.

O governo armênio aprovou hoje uma sentença de seu Ministério das Relações Exteriores sobre o projeto de lei que deixa aberta a possibilidade de a Armênia reconhecer a independência de Nagorno Karabakh e que será debatida pelo Legislativo no dia 10 de maio.

"Se o Azerbaijão suscitar uma nova provocação e violar a trégua, a Armênia reconhecerá o Karabakh", disse no entanto após a reunião do Executivo o vice-ministro das Relações Exteriores armênio, Shavarsh Kocharian, condicionando a decisão à atitude de Baku.

A Armênia "considera que não há alternativa ao processo de paz", acrescentou, em uma clara alusão às afirmações do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, sobre o fato de que Baku não tolerará mais o atual "status quo" do conflito, congelado há mais de duas décadas.

O governo azerbaijano não comentou a decisão da Armênia de levar a independência do Karabakh ao parlamento, à espera do pronunciamento dos mediadores internacionais no processo de paz, o chamado Grupo de Minsk, formado por Rússia, Estados Unidos e França, segundo antecipou uma fonte diplomática aos veículos de imprensa locais.

"Baku manifestará sua postura oficial com relação à decisão do governo da Armênia. Recalcamos em mais de uma ocasião que estas ações da parte armênia são provocações dirigidas a minar o processo negociador. Advertimos disso aos co-presidentes (do Grupo de Minsk) e esperamos sua reação", apontou o diplomata.

No início de abril, três dias de sangrentos combates colocaram fim há mais de duas décadas de tensa paz entre armênios e azerbaijanos e custaram a vida de 150 pessoas em ambos os lados, após os quais foi adotado um frágil cessar-fogo violado diariamente.

O conflito entre os dois países vizinhos do Cáucaso Sul se remonta aos tempos da antiga União Soviética, quando o território azerbaijano de Nagorno Karabakh, povoado majoritariamente por armênios, pediu sua incorporação à vizinha Armênia, suscitando uma guerra que deixou cerca de 25 mil mortos.

A disputa terminou então com a vitória das forças armênias, que não só tomaram o controle de Nagorno Karabakh, mas também ocuparam vastos territórios azerbaijanos, que denominam "faixa de segurança", o que permitiu unir o enclave à Armênia.

O Azerbaijão exige que a Armênia abandone os territórios ocupados, que conformam cerca de 20% da superfície total do país.

O presidente azerbaijano advertiu em várias ocasiões que cedo ou tarde, mediante negociações ou pela força, será restabelecida a integridade territorial de seu país.

Fonte: EFE.

voltar para Guerras

fwR fsN tsY show center|left tsN fwR|show fwR center|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|b01 c05 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase|content-inner||