Quais serão consequências catastróficas de possível intervenção militar dos EUA na Síria?

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

24 de junho de 2016.

Míssil de cruzeiro Tomahawk lançado do destróier USS Barry (DDG 52)

A crítica à aproximação da administração de Obama à guerra na Síria, apresentada por 51 diplomatas de escalão intermédio do Departamento do Estado levantou, mais uma vez, a questão de se ataques limitados contra forças governamentais por parte dos EUA poderiam reforçar o processo de paz na Síria, escreve o The New York Times em seu editorial.

Lembramos que funcionários do Departamento de Estado dos EUA, em carta aos diretores do órgão, propuseram realizar ataques contra as tropas governamentais da Síria segundo o “cenário iugoslavo”, informou anteriormente o mencionado jornal The New York Times, que teve acesso ao documento.

No seu editorial, o NYT opina que a situação atual na Síria, que já provocou 400.000 mortes, fez 12 milhões de pessoas deixarem suas casas e o crescimento do grupo terrorista Daesh, que ameaça a região e o mundo, é uma fonte de frustração para os diplomatas americanos.

Porém, sublinha o NYT, descrever uma crise não é a mesma coisa que ter uma estratégia alternativa racional e exequível. 

A administração de Obama opina que uma intervenção militar pode resultar em caos ainda maior e envolverá ainda mais os EUA em mais uma guerra no Oriente Médio, escreve a edição com um certo grau de apoio à atitude do presidente americano.

A essência do plano dos diplomatas é que nenhum acordo de paz na Síria é possível sem ameaça de uso da força contra o governo do líder sírio Bashar Assad. Eles tiveram cuidado em propor somente o uso de armas como os mísseis de cruzeiro que preservarão os americanos de uma retaliação síria. Eles também descartaram a ideia de uma invasão profunda estadunidense.  

À primeira vista o plano parece impecável do ponto de vista dos interesses americanos, mas o editorial faz um número de perguntas incômodas.

Mas e se os ataques aéreos limitados falharem? Será que a operação, equilibrada à primeira vista, arrastará os EUA inevitavelmente para mais um pântano no Oriente Médio e, o que é possível, para uma confrontação militar com a Rússia? 

Uma zona de exclusão aérea podia dar abrigo aos civis contra bombardeamentos, mas, frisa o NYT, os ataques aéreos são responsáveis por um número relativamente baixo de mortes, cuja maior parte é causada por tiroteios e disparos de foguetes, morteiros e artilharia. Além disso, uma zona de exclusão aérea realmente extensa terá um risco de confrontação de aviões militares americanos com aeronaves russas e sírias.

Há também uma questão de base legal com a intervenção militar estadunidense (lembramos que a operação aérea russa é realizada a pedido do governo legítimo de Bashar Assad, o que é uma base absolutamente justificada no âmbito de direito internacional). Porém, Obama não possui uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Alguns juristas, como Harold Koh da Universidade de Yale e que anteriormente trabalhou no Departamento de Estado, sugerem que isso pode ser considerado um caso para intervenção humanitária, mas a administração estadunidense diz não encontrar base para isso na lei internacional.

Em todo o caso, não havia boas opções na Síria e a situação tende a piorar, mas até o momento ninguém apresentou um caso persuasivo de que o envolvimento direto dos EUA contra Assad seja uma solução para a crise na Síria, resume o NYT.

Fonte: Sputnik.

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