Putin sobre disputa territorial com Japão: 'Podemos comprar, mas não vamos vender nada'

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

20 de maio de 2016.

A Rússia quer e está disposta a manter um diálogo com o Japão, inclusive sobre a assinatura de um tratado de paz, disse nesta sexta-feira (20) o presidente russo, Vladimir Putin, após a Cúpula Rússia-ASEAN em Sochi.

"Não vendemos nada. Estamos dispostos a comprar muito, mas não vendemos. Estamos prontos e queremos manter um diálogo com todos os nossos parceiros, incluindo o Japão, e inclusive sobre a conclusão de um tratado de paz, em cujo contexto também podemos discutir a questão territorial", disse o líder russo.

Ao mesmo tempo, Putin disse que não vincula a questão territorial a outras questões da cooperação bilateral com Tóquio. "Não vinculamos um [tema] com o outro. Nós apenas queremos desenvolver as relações com o Japão, que é um parceiro importante na região Ásia-Pacífico e no mundo em geral", disse ele.

Enquanto isso, o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Igor Morgulov, anunciou que negociações sobre o tratado de paz ao nível dos vice-chanceleres dos dois países serão realizadas durante a segunda quinzena de junho, em Tóquio.

As Ilhas Curilas e o tratado de paz

A disputa territorial sobre as ilhas Curilas e o tratado de paz pendente desde o fim da Segunda Guerra Mundial entre Rússia (herdeira legal da URSS) e Japão formaram o eixo do encontro entre Vladimir Putin e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em Sochi.

A guerra soviético-japonesa terminou em 1945, quando representantes de Tóquio assinaram o ato de rendição incondicional na Segunda Guerra Mundial. Formalmente, o estado de guerra entre a URSS e o Japão terminou em 1956, com uma declaração conjunta assinada em Moscou, mas o tratado de paz nunca foi concluído.

O Japão reivindica quatro ilhas do arquipélago das Curilas nos termos de um tratado bilateral de 1855 e impõe como condição para a conclusão do tratado de paz a devolução desses territórios por parte da Rússia. No entanto, Moscou argumenta que as ilhas disputadas passaram a fazer parte da União Soviética após a Segunda Guerra Mundial, de modo que a soberania russa sobre elas tem base jurídica internacional e não pode ser questionada ou revista.

Fonte: Sputnik.

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