Putin diz que tomará medidas 'ante ameaças' de escudo antimíssil americano

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

13 de maio de 2016.

 

Vladimir Putin afirmou nesta sexta-feira que a Rússia tomará medidas para lidar com a "ameaça" representada pela implantação de elementos do escudo antimíssil americano, em particular na Polônia e na Romênia, mas excluiu uma "nova corrida armamentista".

"Agora que estes componentes antimísseis foram implantados, teremos que estudar a forma de lidar com as ameaças que surgiram para a segurança da Rússia", disse Putin durante uma reunião com funcionários do complexo militar-industrial russo.

O projeto de escudo antimíssil americano, lançado em 2010, envolve a implantação gradual na Europa de Leste e no Mediterrâneo de radares e mísseis interceptores.

Apresentado por Washington como uma proteção frente ao Irã ou à Coreia do Norte, é visto por Moscou como um sistema dirigido contra as suas capacidades de dissuasão nuclear.

"Todos estes elementos são passos adicionais para a desestabilização do sistema de segurança internacional e para uma nova corrida armamentista", acrescentou o presidente russo.

"Nós não vamos nos deixar levar nesta corrida. Vamos seguir nosso próprio caminho e trabalhar com muito cuidado, sem exceder os planos de financiamento atuais do rearmamento do exército e da marinha", acrescentou.

"Mas vamos corrigir esses planos, a fim de enfrentar as ameaças à segurança da Rússia", advertiu Putin.

"Faremos o que for necessário para garantir e manter o equilíbrio estratégico de forças, que é a garantia mais segura contra a ocorrência de conflitos de grande escala", ressaltou.

O presidente russo também denunciou a implantação do sistema na Romênia e na Polônia como uma "violação do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário", em vigor desde 1988.

A Romênia colocou em serviço na quinta-feira em Deveselu parte deste sistema de defesa que consiste em mísseis interceptores tipo SM-2. Faz parte da segunda fase do projeto de escudo americano, após a implantação de um radar na Turquia e quatro navios Aegis com capacidades de defesa antimísseis em Rota, Espanha.

A terceira fase é a criação de um sistema de defesa antimísseis na Polônia. As obras em Redzikowo, que começam nesta sexta-feira, devem ser concluídas no final de 2018.

Fonte: AFP.

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