Putin diz que Rússia conseguiu "grandes conquistas" com seu armamento nuclear

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

18 de junho de 2016.

 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira que a Rússia conseguiu conquistas importantes na modernização e desenvolvimento de suas forças nucleares.

"Advertimos que iríamos fazê-lo, dissemos e o fizemos. Posso lhes garantir que conseguimos grandes avanços (no campo do armamento nuclear)", disse Putin em entrevista concedida aos presidentes das principais agências de notícias do mundo, entre elas a Agência Efe, em São Petersburgo.

O chefe do Kremlin afirmou que só desta maneira, modernizando e desenvolvendo suas forças nucleares, "se pode conservar o equilíbrio estratégico no mundo".

Putin alertou que a ativação do escudo antimísseis dos Estados Unidos na Europa, em particular na Romênia, representa um grande perigo para a Rússia e a segurança europeias.

"A ameaça (nuclear iraniana) não existe, mas o escudo antimísseis continua sendo montado na Europa. Isto quer dizer que nós tínhamos razão quando dizíamos que nos enganavam, que não eram sinceros conosco", ressaltou.

Putin também disse que não quer "renhir nem culpar ninguém", mas que quando os EUA saíram unilateralmente do tratado de redução de armas nucleares, este "foi o primeiro golpe na estabilidade mundial pela perspectiva de uma ruptura do equilíbrio de forças".

"Ninguém pensou que a Rússia seria capaz de aumentar seu armamento estratégico" - afirmou -, "mas nós avisamos que o faríamos e o estamos fazendo. E posso lhes garanir que hoje a Rússia alcançou grandes sucessos nesse caminho".

"Não vou enumerar tudo, mas modernizamos nossos complexos e desenvolvemos com sucesso novas gerações" de armamentos nucleares ofensivos, acrescentou.

O presidente russo lançou uma advertência. "Arrastamos o mundo em direção a uma nova dimensão. Porque continuam com o escudo (antimísseis). E sei, com segurança, que nós nos veremos obrigados a responder. E sei de antemão que vão nos acusar de comportamento agressivo, apesar de só ser uma resposta", destacou.

Putin falou ainda sobre as eleições deste ano nos EUA e, questionado se preferiria ver na Casa Branca Hillary Clinton ou Donald Trump, disse que trabalhará "com quem quer que seja eleito presidente".

"Seja qual for a retórica eleitoral, vamos julgar não pelas palavras, mas pelas ações de quem for eleito presidente dos Estados Unidos. E buscaremos vias para normalizar as relações no âmbito da economia e da segurança", afirmou.

Sobre as eleições do dia 26 na Espanha, Putin disse que não tem "nenhuma preferência".

"Trabalharemos com todos os partidos e com qualquer líder (que ganhar as eleições)", declarou.

Em relação ao referendo que vai decidir sobre a permanência ou saída do Reino Unido da União Europeia, Putin afirmou que não quer opinar sobre assuntos internos de outro país, mas se perguntou por que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, decidiu realizar a votação.

"Para que iniciou este processo de votação? E o fez para quê? Para chantagear outra vez a Europa? Para assustar alguém? Que objetivo tinha se era contra?", questionou.

Putin disse que, de qualquer forma, o chamado "Brexit" "não é assunto" da Rússia e que o importante é que os cidadãos que votarem o façam "bem informados e conhecendo as consequências" de uma eventual saída do Reino Unido da UE.

O presidente russo afirmou ainda que, embora com frequência a Rússia "seja culpada de tudo o que acontece mundo afora", seu país "não tem nenhuma responsabilidade" na convocação do referendo na Grã-Bretanha. 

Fonte: EFE.

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