Putin diz que Romênia e Polônia podem entrar na mira da Rússia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

28 de maio de 2016.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta sexta-feira a Romênia e a Polônia de que os dois países poderiam se ver na mira de foguetes russos porque eles estão recebendo elementos do escudo antimísseis dos Estados Unidos considerado por Moscou uma ameaça a sua segurança.

Putin fez o seu alerta mais direto até agora sobre o escudo antimísseis, dizendo que Moscou havia dito repetidas vezes que teria que tomar medidas de retaliação, mas que Washington e seus aliados ignoraram os avisos.

Neste mês, os militares norte-americanos, que dizem que o escudo é necessário para a proteção em relação ao Irã e não ameaça a Rússia, ativou a parte romena do escudo. Trabalhos estão sendo feitos em outra parte do escudo, na Polônia.

"Se ontem nessas áreas da Romênia as pessoas simplesmente não sabiam o que significava estar na mira, então hoje nós seremos forçados a tomar certas medidas para assegurar a nossa segurança”, afirmou Putin à imprensa em Atenas, numa entrevista conjunta com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

“Será o mesmo caso com a Polônia”, afirmou ele.

Putin não especificou que ações a Rússia tomaria, mas insistiu que não estava dando o primeiro passo, mas somente respondendo aos movimentos de Washington. “Não vamos tomar nenhuma ação até vermos os foguetes em áreas que são nossas vizinhas.”

Ele disse que o argumento de que o projeto era necessário para a defesa contra o Irã não fazia sentido porque um acordo internacional foi alcançado para cortar o programa nuclear iraniano. Os mísseis que farão parte do escudo podem facilmente chegar a cidades russas, declarou ele.   

“Como isso não cria uma ameaça para nós?”, indagou Putin.

Ele manifestou frustração de que as reclamações russas sobre o escudo não foram ouvidas.

“Nós temos repetido feito um mantra que nós seremos forçados a responder. Ninguém quis nos ouvir. Ninguém quer negociar conosco.”

Fonte: Reuters.

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