Putin diz que EUA planejam falsificar novo ataque químico para culpar governo sírio

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

11 de abril de 2017. 

 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (11) ter recebido informações de que os EUA planejam falsificar um novo ataque químico na Síria para culpar o governo de Bashar al-Assad.

Putin fez essa afirmação ao lado do presidente da Itália, Sergio Mattarella, que está em Moscou para um encontro. Ele disse que a Rússia tolera as críticas do Ocidente sobre seu papel na Síria, mas espera que o tom se suavize.

Questionado se espera mais ataques com mísseis americanos na Síria, ele respondeu: “Temos informação de que uma provocação similar está sendo preparada... em outras partes da Síria, incluindo subúrbios do sul de Damasco, onde eles planejam novamente plantar alguma substância para acusar as autoridades sírias de usarem [armas químicas].”

Ele não ofereceu provas dessa afirmação.

Putin voltou a dizer que deseja que autoridades internacionais conduzam uma investigação cuidadosa sobre o ataque químico perpetrado no último dia 4 na província de Idlib, no norte da Síria. Segundo ele, Moscou vai apelar à ONU para que faça essa investigação.

O presidente russo afirmou que o ataque americano à base do governo sírio lembra quando o ex-presidente George W. Bush alegou que havia armas de destruição em massa no Iraque para justificar uma intervenção dos EUA no país.

Arsenal destruído

Minutos depois da fala de Putin, o ministério da Defesa russo acusou os rebeldes sírios de usar "substâncias tóxicas" nas regiões de Khan Sheikhun e da Guta oriental, perto de Damasco, para envolver o regime e provocar uma reação dos Estados Unidos.

"O regime de Bashar al-Assad não se interessa por usar armas químicas. Além disso, o exército não tem esse tipo de armamento, já que seu arsenal foi destruído entre 2013 e 2016 sob controle da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ)", segundo o ministério.

"Os especialistas da OPAQ confirmaram a destruição de dez das doze instalações usadas para armazenar e fabricar armas químicas. Os dois locais que restam ficam em território sob controle da suposta oposição", acrescentou.

Fonte: G1

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