Putin cancela visita a Paris à espera de que Hollande esteja pronto

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

11 de outubro de 2016.

As tensões diplomáticas entre Paris e Moscou, vinculadas à guerra na Síria, atingiram seu nível máximo nesta terça-feira, com o cancelamento por parte do presidente russo, Vladimir Putin, de uma visita a Paris, prevista com muita antecedência, devido a razões impostas pela França.

Após vários dias de hesitação, o Palácio do Eliseu (sede da Presidência francesa) "informa que uma reunião de trabalho com o presidente russo era possível, com a exclusão de qualquer outro evento para o presidente da República".

"O presidente decidiu anular sua visita à França", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, destacando que Vladimir Putin está "disposto a visitar Paris quando o presidente Hollande se sentir confortável" para recebê-lo.

À margem do Conselho da Europa, após este cancelamento, Hollande reagiu dizendo que estava "disposto a se reunir a qualquer momento" com o dirigente russo para "fazer avançar a paz".

"O diálogo é necessário com a Rússia, mas tem que ser firme e franco", acrescentou o chefe de Estado francês perante a assembleia parlamentar do Conselho da Europa, lembrando que Paris e Moscou mantêm um "importante desacordo" sobre a Síria.

O confronto diplomático entre os ocidentais e a Rússia atingiu o ponto máximo na noite de sábado na ONU, quando Moscou vetou a resolução francesa sobre um cessar-fogo em Aleppo, que contava com o apoio de 15 membros do Conselho de Segurança.

A visita do presidente russo à França, de caráter particular, prevista para 19 de dezembro, visava à inauguração em Paris de um "centro espiritual ortodoxo russo", que deve abrigar uma catedral ortodoxa.

"Mas infelizmente esses atos foram retirados do programa e o presidente decidiu cancelar sua visita à França", afirmou Peskov.

No sábado, François Hollande declarou que estava pensando se iria receber Putin no palácio do Eliseu, por causa dos "crimes de guerra" cometidos pelo regime de Bashar Al Assad na cidade síria de Aleppo, com apoio da aviação russa.

Esta desavença foi materializada no próprio sábado, quando a Rússia vetou na ONU uma resolução francesa pedindo a cessação dos bombardeios contra Aleppo, e apresentou um texto diferente.

A resolução defendida pela França pedia o fim dos ataques aéreos do governo sírio e seu aliado russo na ex-capital econômica e segunda cidade da Síria. A contraproposta russa pedia o fim das hostilidades sem mencionar os bombardeios, que deixaram centenas de mortos desde o início da ofensiva contra Aleppo, em 22 de setembro.

Fonte: AFP.

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