Putin acusa Trump de planejar ataque a Damasco para culpar Assad

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

11 de abril de 2017. 

 

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou a repórteres nesta terça-feira (11) que o presidente dos EUA, Donald Trump, planeja bombardear a capital síria, Damasco, e então colocar a culpa no líder sírio, Bashar al-Assad. declarações foram feitas momentos antes da chegada do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, a Moscou para encontro com o chanceler russo, Sergei Lavrov.

Putin afirmou ainda que o ataque americano à base síria na semana passada o lembrou das alegações sobre a presença de armas de destruição em massa que foram feitas para justificar a invasão do Iraque em 2003. 

"Me lembra dos eventos de 2003, quando os enviados americanos ao Conselho de Segurança estavam demonstrando o que eles disseram que eram armas químicas encontradas no Iraque", afirmou Putin. "Já vimos isso."

Os EUA atacaram a base após ter vindo a tona um ataque químico do regime sírio, possivelmente com uso do gás sarin, na província de Idib. 

Putin afirmou nesta terça ainda que irá apelar à ONU para que investigue o ataque químico.

A Chancelaria russa afirmou que espera "conversas produtivas" com Tillerson nesta terça. Segundo nota de três páginas divulgas previamente ao encontro, as conversas são importantes não apenas para as relações entre Rússia e EUA, , mas "para a atmosfera geral do palco mundial".

Rússia precisa escolher entre EUA e Assad, diz secretário de Estado

Tillerson desembarcou em Moscou por volta das 16h30 locais (10h40 de Brasília). Antes da viagem, durante reunião do G7 em Lucca (Itália), o secretário de Estado norte-americano disse que a Rússia deve escolher entre se alinhar aos EUA ou à Síria e ao Irã. 

Segundo Tillerson, não está claro se a Rússia descumpriu suas obrigações na Síria, ou se foi incompetente. Mas ele afirmou que essas dúvidas "não importam muito para aqueles que morreram". De acordo com ele, o apoio a Assad atrapalhará os interesses a longo prazo da Rússia.

Ele também declarou que os EUA não veem Assad como uma futura liderança para a Síria, sem antecipar, no entanto, como a saída do líder do regime ocorreria.

Tillerson concedeu a declaração em Lucca, na Itália, onde esteve reunido com chanceleres do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos), além de Turquia, Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita --todos eles, de alguma forma, importantes estrategicamente para o conflito na Síria.

Fonte: UOL

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