Poroshenko coloca tropas na fronteira com Crimeia em alerta de combate

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

11 de agosto de 2016.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, ordenou nesta quinta-feira colocar em "máximo alerta de combate" todas as tropas ucranianas desdobradas na fronteira com Crimeia e na linha de separação de forças com os rebeldes pró-Rússia no leste do país.

"Ordenei colocar em máximo alerta de combate todas as unidades na fronteira administrativa com Crimeia e ao longo de toda a linha de separação de forças no Donbas (leste da Ucrânia)", escreveu no Twitter o chefe do Estado ucraniano.

Poroshenko explicou que tomou essa decisão após se reunir com a chefia das forças de segurança e dos Ministérios de Defesa e Exteriores.

A nova explosão de tensão entre Ucrânia e Rússia ocorre depois que Moscou denunciou ontem que grupos da inteligência militar ucraniana tentaram se infiltrar na Crimeia em duas operações de sabotagem -uma na madrugada de 7 de agosto e outra no dia 8- com o objetivo de atentar contra "infraestruturas vitais da península".

O presidente russo, Vladimir Putin, acusou de terrorismo o governo ucraniano e advertiu que a Rússia não deixará "passar estas coisas".

Poroshenko respondeu tachando de "cínicas" as acusações russas e garantiu que trata-se de "fantasias que (os russos) usam como pretexto para lançar novas ameaças militares à Ucrânia".

Os dois países anunciaram reforços de seus dispositivos de segurança no istmo que separa a península da Ucrânia.

Putin se reuniu nesta manhã com membros do Conselho de Segurança da Rússia para debater medidas adicionais dirigidas a reforçar a defesa da Crimeia.

O número dois da Guarda de Fronteiras ucraniana, Oleg Slobodian, denunciou hoje que a Rússia desdobrou nessa zona "unidades de elite dotadas de armamento moderno, capazes de atuar em situações críticas e que contam com habilidades especiais" de combate.

O oficial ucraniano não pôde precisar se o número de tropas russas na fronteira com Crimeia aumentou, mas expressou a preocupação de que unidades ordinárias são substituídas por forças especiais. 

Fonte: EFE.

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