Por que a Rússia estava calada sobre laços entre Turquia e EI?

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

17 de fevereiro de 2016.

Moscou não disse nada sobre os laços entre a Turquia e o grupo terrorista Daesh antes do abate do bombardeiro russo porque esperava conseguir convencer Ancara de desistir de tal política, disse a representante oficial da chancelaria russa Maria Zakharova em entrevista ao canal televisivo RT.

Segundo Zakharova, se calhar, a Rússia precisava de ter falado sobre isso todo o tempo.

“<…> Partimos do princípio de que o nosso objetivo principal era o trabalho e não acusações públicas. Por isso, trabalhamos no formato de Viena, trabalhamos no formato bilateral com os nossos parceiros e convencíamo-los que não convinha agir de determinada maneira, que isso era uma posição errada”, afirmou Zakharova.

A representante oficial afirmou que a Rússia partiu do princípio de que não deve gerar tensões adicionais e que o assunto deve ser resolvido.

Na terça-feira (16), o Kremlin afirmou que a Rússia “lamenta a crise nas relações com a Turquia mesmo não tendo sido Moscou a iniciá-la”.

Em 24 de novembro de 2015, um bombardeiro russo Su-24 foi derrubado por um míssil ar-ar turco no espaço aéreo sírio. Os dois pilotos do avião conseguiram se ejetar antes de o avião cair. Um dos pilotos foi ferido quando descia de paraquedas e foi morto por islamistas. O copiloto foi resgatado e enviado para a base de Hmeymim.

Ancara declara que derrubou o avião russo porque ele violou o espaço aéreo turco, mas o Ministério da Defesa da Rússia sublinha que, durante todo o voo, o avião se manteve sempre sobre o território da Síria.

A Rússia acusou Ancara de comprar ilegalmente petróleo a jihadistas na Síria e transportá-lo para o outro lado da fronteira turco-síria. O Ministério da Defesa russo forneceu elementos de prova de que a Turquia compra o petróleo ilegal, incluindo imagens de caminhões-tanque de transporte perto da fronteira. A pasta afirmou que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e sua família estão envolvidos no negócio.

No fim de janeiro, os ministros da Defesa de Israel e Grécia também denunciaram o envolvimento direto da Turquia no comércio de petróleo ilegal do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico), confirmando as acusações da Rússia contra o governo de Erdogan nesse sentido. Os ministros disseram que, desde há bastante tempo, grande parte do petróleo comercializado pelo Daesh passa pela Turquia, que acaba financiando o terrorismo através dessas transações.

Fonte: Sputnik.

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