Pequim se revolta com comunicado do G7 sobre os mares do Sul da China

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

12 de abril de 2016.

A China emitiu um comunicado irritado nesta terça-feira (12) depois que ministros das Relações Exteriores do G7, as sete economias mais avançadas do mundo, disseram se opor veementemente a provocações nos mares do Leste e do Sul da China, onde Pequim está envolvida em conflitos territoriais.

"Exortamos os membros do G7 a honrarem o compromisso de não tomar partido em temas relacionados a disputas territoriais", disse o Ministério das Relações Exteriores chinês no texto.

O G7 deveria se concentrar na governança econômica global e na cooperação diante de um crescimento econômico fraco, ao invés de atiçar desavenças e provocar problemas, acrescentou.

Na segunda-feira (11), ministros das Relações Exteriores do G7 disseram, depois de se reunirem na cidade japonesa de Hiroshima, que se opõem a "quaisquer ações unilaterais de intimidação, coerção ou provocação que possam alterar o status quo e aumentar as tensões" nos mares do Leste e do Sul da China.

A China reivindica quase todo o Mar do Sul da China, em que se acredita existir grandes jazidas de petróleo e gás, e está construindo ilhas artificiais em recifes para reforçar esses clamores. Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã também reivindicam partes das águas, através das quais cerca de 5 trilhões de dólares circulam todos os anos.

Pequim ainda tem uma disputa com o Japão por conta de um grupo de ilhotas desabitadas no Mar do Leste da China.

Fonte: Reuters.

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