Paquistão afirma que 17 morreram em confrontos na fronteira com a Índia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

23 de novembro de 2016.

O Paquistão acusou a Índia nesta quarta-feira da morte de sete civis e três soldados e disse que outros sete militares foram mortos a tiros na fronteira que separa ambos os países na região da Caxemira, em um momento de grande tensão e contínuas violações do cessar-fogo.

A morte dos civis aconteceu de manhã, quando o ônibus em que estavam foi atingido por projéteis indianos no Vale do Neelam, perto da Linha de Controle (LoC), o controle militar entre Índia e Paquistão, de acordo com o Escritório de Comunicação do Exército do Paquistão (ISPR). Em comunicado, o órgão informou que as forças indianas também abriram fogo contra a ambulância que foi resgatar os feridos no ataque ao ônibus.

Mais tarde, em outro ponto da LoC, três soldados paquistaneses foram mortos.

O ISPR indicou que sete soldados da Índia morreram em resposta do Exército paquistanês.

Estes enfrentamentos acontecem um dia depois de as forças indianas afirmarem que três de seus soldados tinham morrido na fronteira com o Paquistão e um deles ficou mutilado, uma ação que as autoridades paquistanesas rejeitaram enfaticamente.

A troca de tiros na fronteira entre a Índia e Paquistão na disputada Caxemira aumentou nos últimos meses e faz vítimas civis e militares quase que diariamente. Nas últimas semanas, Índia e Paquistão se acusaram de ter cometido pelo menos 369 e 178 violações do cessar-fogo na fronteira, respectivamente.

O Paquistão afirma que, desde agosto, as forças da Índia mataram 40 pessoas e feriram mais de 100 na LoC e diz ter abatido 50 soldados indianos.

A tensão entre ambas as potências nucleares disparou há dois meses depois do atentado de um grupo insurgente paquistanês que causou a morte de 19 soldados em solo indiano, respondido pela Índia com ataques "cirúrgicos" contra supostos corredores de terroristas e uma campanha diplomática para isolar internacionalmente seu rival.

Os dois países disputam a região da Caxemira desde 1947e livraram por ela duas guerras e vários conflitos menores.

Fonte: EFE

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