Otan seria incapaz de evitar uma invasão russa nos países bálticos

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

23 de junho de 2016.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é incapaz, atualmente, de defender os países bálticos em caso de invasão das forças russas, considerou ao jornal alemão 'Die Zeit' o general Ben Hodges, um dos militares americanos responsáveis na Europa. 

"É verdade que a Rússia poderia conquistar os Estados bálticos antes que nós pudéssemos defendê-los", disse o general à edição do semanário que será publicada na quinta-feira. Ele é o comandante das forças terrestres da Otan, por conta da operação militar Anaconda-16 que está sendo realizada na Polônia.

Estas manobras, que contam com 31.000 soldados de 24 países, combatem um agressor imaginário chamado "a União dos Vermelhos", que tem por objetivo os países bálticos e o norte da Polônia.

As operações são feitas antes da reunião de cúpula da Otan em Varsóvia nos dias 8 e 9 de julho, que está focada em reforçar sua presença na parte leste da Europa.

Criticados pela Rússia, estas operações são oficialmente manobras polonesas e não da Aliança, segundo o general americano.

O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou a agressividade da Otan em um discurso na segunda-feira (20) diante dos deputados da Câmara Baixa do Parlamento.

"A Otan multiplica sua retórica agressiva e seus atos agressivos próximo de nossas fronteiras", denunciou Putin.

"Nestas condições, somos obrigados a prestar uma atenção especial às funções relacionadas com o reforço das capacidades de defesa de nosso país", destacou durante o 75º aniversário da invasão da URSS pelas tropas nazistas.

A Otan decidiu reforçar suas posições militares em seu flanco oriental como não havia feito desde o fim da Guerra Fria, como resposta à anexação da Crimeia pela Rússia e ao conflito no leste da Ucrânia.

Esta atitude consiste em dispersar, de maneira rotativa, quatro batalhões multinacionais nos países bálticos e na Polônia em 2017. Esta medida deveria ser aprovada na cúpula de Varsóvia.

Fonte:AFP.

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