OTAN reacende retórica anti-russa em período de cessar-fogo na Síria

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

07 de março de 2016.

As crescentes declarações de propaganda da OTAN vêm tratando a Rússia com hostilidade em um período em que o cessar-fogo na Síria acordado com os Estados Unidos parece estar funcionando.

O Comandante dos Estados Unidos na Europa, General Philip Breedlove, declarou durante a semana que a Rússia teria armado refugiados. Já no último sábado, o especialista mais experiente da OTAN em comunicações estratégicas, Janis Sarts, reacendeu a retórica anti-russa, dizendo ao Observer que a Rússia está secretamente estabelecendo uma rede de movimentos políticos de extrema direita e de extrema-esquerda para promover a deposição da chanceler alemã, Angela Merkel. Ao dizer ao Observer que “é possível rastrear o financiamento da Rússia para as forças extremas na Europa”, Sarts falhou ao não conseguir nomear qualquer "acesso a informes de inteligência”.

"Eu tenho que considerar as palavras deste General da OTAN como pura propaganda. A OTAN não defende a Europa, defende os interesses dos EUA na Europa”, disse o general aposentado e especialista em inteligência Jean-Bernard Pinatel. 

Segundo Pinatel, que chegou a escrever um livro sobre o assunto, a estratégia dos EUA desde 1991 tem sido usar a OTAN para separar a Rússia do resto da Europa. 

A recente retórica deve ser colocada no contexto do desejo do Senado dos Estados Unidos de reforçar a sua presença na região, de acordo com o almirante Alain Coldefy, diretor de pesquisa do Instituto de Relações Internacionais e Estratégia da França (IRIS).

“Isto acontece na forma de implantação das forças rotativas dos EUA na Polônia e na Europa em geral, adicionado a um aumento substancial nos orçamentos. Estas declarações são destinadas a tranquilizar os países bálticos e posições políticas da Polônia e dos Estados Unidos sobre a Ucrânia, e apresentar ações russas a partir de um ângulo perigoso, o que não é verdade ", disse Coldefy.

O comando dos EUA na Europa usa a retórica bélica para projetar a imagem de um partido belicista, como resultado de sucessos da Rússia na Síria, de acordo com a cientista política do Instituto de Estudos Avançados da Defesa Nacional, Caroline Galactéros.

"Esta atitude crescente da OTAN, adicionado à atual reativação da guerra civil na Ucrânia e ao aumento das atividades militares no seu flanco ocidental para defender os seus membros de supostas tendências agressivas russas são bastante preocupantes”, disse Caroline Galactéros.

"Isso sugere que estamos longe de estabelecer uma séria cooperação russo-americana para eliminar Daesh", acrescentou.

Fonte: Sputnik.

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