Otan encerra cúpula com resolução sobre EI e migração, mas mantém foco na 'ameaça' russa

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

10 de julho de 2016.

Os líderes da Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte) encerram neste sábado (09/07) a cúpula do grupo em Varsóvia aprovou a definição de apoiar o combate ao grupo com aviões de vigilância Awacs e formação de soldados no Iraque.

Os aliados também anunciaram que a missão naval antiterrorista "Ative Endeavour" será reconvertida em uma operação de segurança marítima mais ampla, batizada de "Guardiã do Mar". Tal missão vai auxiliar a chamada operação "Sofia" da UE contra as máfias migratórias no Mediterrâneo central.

Mas, diante das constantes ameaças e ataques de grupos extremistas à região e da crise humanitária provocada pela onda de refugiados – que tentam chegar ao continente fugindo de guerras e situações degradantes – o assunto central foi a Rússia.

Os líderes presentes debateram o que eles classificaram como reforço na região leste frente a “uma Rússia mais agressiva”, e deciiram aumentar a presença militar internacional no leste da Europa, com o envio de quatro batalhões à Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia, e de uma brigada à Romênia.

Mais cedo, o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev (1985-1991) afirmou que “toda a retórica em Varsóvia clama pela intenção de quase declarar guerra com a Rússia. Não apenas falam da defesa, mas que de fato se preparam para a ofensiva”.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, por sua vez, afirmou que “é importante não exagerar os riscos e ameaças que enfrentamos. Mas vemos que há menos previsibilidade, mais incerteza e uma Rússia mais autoritária que aumentou substancialmente suas capacidades militares".

"A postura da Aliança é estritamente defensiva, não procura inimigos nem mantém uma postura agressiva. Mas toma medidas necessárias para a defesa dos aliados", disse o presidente francês, François Hollande, que especificou que a Otan transmitirá essa mensagem à Rússia na reunião de embaixadores das duas partes prevista para a próximo quarta-feira em Bruxelas.

Fonte: Opera Mundi.

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