Oposição da Caxemira pede ao governo indiano solução pacífica e não militar

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

20 de agosto de 2016.

Representantes de partidos da oposição da Caxemira indiana pediram neste sábado ao governo de Nova Délhi uma resposta política e não militar à situação de protestos e violência vivida nessa zona do norte do país, onde residem mais de seis milhões de pessoas e que completa 43 dias sob toque de recolher.

"O problema de Jammu e Caxemira é político, não pode ser manuseado administrativamente e nem gerar uma crise humanitária", manifestou aos jornalistas o líder opositor Omar Abdullah, antigo chefe do governo desse território, depois de se reunir com o presidente indiano, Pranab Mukherjee.

Cerca de 20 líderes opositores caxemirianos visitaram hoje Mukherjee para pedir que transfira ao governo de Narendra Modi a necessidade de encontrar, sem demoras, uma solução com todos os envolvidos nesse território.

A Caxemira está imersa em uma crise com protestos e violência desde que em 8 de julho morreu o insurgente Burhan Wani, o que levou a uma repressão militar e policial com um balanço de 66 mortos e mais de 5 mil feridos nesse território que é reivindicado também pelo Paquistão.

Abdullah, líder da Conferência Nacional, denunciou que "o povo vive há 43 dias com restrições" por culpa do toque de recolher, sem poder ter acesso a combustível e outros produtos proibidos por decisão administrativa do governo, e garantiu que nem as ambulâncias podem se deslocar pela região.

O político se referia a um incidente ocorrido na quinta-feira, quando o motorista de uma ambulância foi supostamente baleado com balas de chumbo por soldados da Polícia da Reserva Central (CRFP) quando transportava pacientes.

"A raiz dos problemas de Jammu e Caxemira é política, e não administrativa e nem policial", argumentou.

Abdullah indicou que a demora em lançar uma iniciativa política inclusiva com todas as partes da região "aprofundará o sentido de isolamento do vale (caxemiriano) e lançará uma sombra de incerteza" sobre seus jovens.

A ação das forças armadas, que segundo informaram durante a semana, utilizaram 1,3 milhão de balas de chumbo para reprimir os protestos desde seu início, foi duramente criticada e inclusive reconhecida pelas próprias autoridades e a Suprema Corte que ordenou investigações sobre algumas mortes.

O comandante do Exército Norte da Índia, tenente-general DS Hooda, reconheceu ontem que soldados bateram até a morte em uma professora de 32 anos de maneira "absolutamente injustificada e inaceitável".

"Estas batidas não são sancionadas em nenhum nível. Deixem-me dizer o que ocorre quando uma pessoa morre por uma surra: é inaceitável, é injustificável", afirmou. 

Fonte: EFE.

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